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Leia o excerto abaixo e responda às questões 02 e 03.
[...] Qualquer um, qualquer coisa, pode ser o narrador. Este é o poder absoluto do autor, o de escolher seu disfarce: Deus ou um adorno na parede, um descarnado olho cósmico acompanhando a vida de seus personagens ou um bibelô, uma planta ou um bicho. Jean Paul dizia, ou gritava, que Flaubert sabotava sua própria teoria sobre a necessária impessoalidade do autor porque o autor de seus livros sempre se entregava: fosse qual fosse o seu disfarce, escrevia como Flaubert. Todas as suas máscaras tinham a mesma voz. A pior forma de presença do autor é a ausência conspícua, dizia Jean Paul Deux. Que um dia confessou que me comprara por causa da minha prolixidade, embora ele quase não me deixasse falar. [...] |
VERÍSSIMO, Luis Fernando. A décima segunda noite. Rio de Janeiro: Objetiva, 2006.
Os verbos em negrito “gritava”, “escrevia” e “comprara” correspondem, respectivamente, ao
pretérito imperfeito do indicativo, pretérito mais-que-perfeito do indicativo, pretérito imperfeito do indicativo.
pretérito imperfeito do indicativo, pretérito imperfeito do indicativo, pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
pretérito imperfeito do subjuntivo, pretérito imperfeito do indicativo, pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
pretérito imperfeito do subjuntivo, pretérito mais-que-perfeito do indicativo, pretérito imperfeito do indicativo.
pretérito mais-que-perfeito do indicativo, pretérito imperfeito do subjuntivo, pretérito imperfeito do indicativo.