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Considere o texto a seguir, extraído de uma carta escrita pelo orador brasileiro Rui Barbosa em 1911, para responder as próximas questões.
“Civilismo quer dizer ordem civil, ordem jurídica, a saber: governo da lei, contraposto ao governo do arbítrio, ao governo da força, ao governo da espada. A espada enche hoje a política do Brasil. O furor dos partidos tem posto muitas vezes os seus adversários fora da lei. Mas, perante a humanidade, perante os direitos dos povos civilizados, perante as normas fundamentais do nosso regime, ninguém, por mais bárbaros que sejam os seus atos, decai do abrigo da legalidade. Todos se acham sob a proteção das leis, que, para os acusados, assenta na faculdade absoluta de combaterem a acusação, articularem a defesa, e exigirem a fidelidade à ordem processual. Esta incumbência, a tradição jurídica das mais antigas civilizações a reservou sempre ao ministério do advogado. A este, pois, releva honrá-lo, não só arrebatando à perseguição os inocentes, mas reivindicando, no julgamento dos criminosos, a lealdade às garantias legais, a eqüidade, a imparcialidade, a humanidade”.
(Carta a Evaristo de Morais, com adaptações).
No texto, ocorre o termo “eqüidade”, o qual, com base nas normas do Novo Acordo Ortográfico, deveria ser grafado:
com trema, pois é palavra derivada de nome próprio estrangeiro.
sem trema, pois foi inteiramente suprimido em palavras portuguesas.
com trema, indicando a separação de duas vogais que formam ditongo.
sem trema, como exceção à nova regra, que prevê o seu emprego generalizado.