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Leia o poema de Carlos Pena Filho para responder às questões de números 11 a 15.
A solidão e sua porta
Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
e quando nada mais interessar
(nem o torpor do sono que se espalha).
Quando pelo desuso da navalha
a barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha
a arquitetar na sombra a despedida
do mundo que te foi contraditório,
lembra-te que afinal te resta a vida
com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída:
entrar no acaso e amar o transitório.
(Livro geral. Olinda: Gráfica Vitória, 1977)
O verso em que o aconselhamento se faz evidente por meio da forma verbal no imperativo é:
quando mais nada resistir que valha.
deixando-te sozinho na batalha.
a arquitetar na sombra a despedida.
lembra-te que afinal te resta a vida.
com tudo que é insolvente e provisório.