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No texto a seguir, trecho de uma reportagem O cartel, extraído de Veja, 05/10/16, estão em destaque elementos gramaticais que, ao estabelecer os nexos oracionais no período, viabilizam diferentes relações lógico-semânticas, o que contribui para orientar a argumentação:
[...] Em pouco mais de duas décadas, enquanto a Justiça paulista fracassava em punir os responsáveis pela matança de 111 presos desarmados no Carandiru, o PCC deixou de ser apenas uma quadrilha que vende proteção a detentos e consolidou-se como a maior e mais poderosa organização criminosa da história do Brasil. Eis o resultado que o Brasil colheu ao executar presos – coisa que os adversários dos direitos humanos acham que é uma cândida solução – e manter policiais criminosos impunes. Se fosse uma empresa, o PCC seria hoje a décima sexta maior do país, à frente de gigantes como a montadora Volkswagem. Trata-se de um império corporativo em que os produtos são as drogas ilícitas. [...] A meta, coerente com as exigências da globalização, é internacionalizar-se, e, para chegar lá os líderes do PCC estão selando alianças com quadrilhas africanas e terroristas do Oriente Médio. [...] Em 2015, cerca de 3000 caixas eletrônicos foram explodidos no país. Suspeita-se que o PCC esteja por trás de pelo menos um terço dos ataques. [...] |
Indique em qual dos fragmentos textuais abaixo ocorre o uso indevido da crase:
Em abril deste ano, em Fortaleza, no mês seguinte à prisão do irmão de Marcola e da aprovação de uma lei que prevê o bloqueio de celulares nos presídios do Ceará, o PCC estacionou um carro-bomba em frente à Assembleia Legislativa. O dispositivo não foi acionado. [...]
[...] quando voltam às ruas, esses homens não perdem o vínculo com o grupo. É o bastante para tocar o terror nas cidades.
Os membros ativos do PCC somam cerca de 10000 presos, o equivalente à 1,5% da população carcerária nacional.
Em 2010, a polícia paulista prendeu um candidato a deputado federal bancado pelo PCC. Dois anos depois, a PF prendeu uma candidata à prefeitura de Cariús, no Ceará, que tinha a sua campanha financiada pelo tráfico.
O PCC já é um cartel porque impõe sua ascendência por meio de regras de mercado, oferecendo às facções criminosas locais as vantagens de se franquear ao grupo.