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Em cada uma das alternativas a seguir, é apresentada uma...

Texto para as questões de 11 a 20.

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1 Uma pesquisa publicada em uma importante

revista na área de ciências biológicas mostra que algumas

espécies de animais estão alterando o formato do corpo

4 para lidar com as mudanças climáticas. A equipe de

pesquisadores percebeu que os apêndices (estruturas que

se projetam para fora do corpo, como os bicos, caudas e

7 orelhas) dos animais estão aumentando de tamanho. Essa é

uma estratégia evolutiva para resfriar o corpo e combater o

calor externo.

10 Muitas espécies de sangue quente, como aves e

mamíferos, utilizam seus apêndices para regular a

temperatura corporal interna. Os elefantes africanos, por

13 exemplo, bombeiam sangue para as orelhas e as balançam

para dissipar o calor. As aves, por sua vez, desviam o fluxo

sanguíneo para o bico.

16 O primeiro a observar essa relação foi o zoólogo

americano Joel Allen, na década de 1870. Ele percebeu que

animais de climas quentes tendiam a ter membros maiores

19 quando comparados aos de clima frio. Os membros maiores

conferem uma maior superfície de contato com o ambiente

— e, portanto, mais dissipação de calor. É só pensar no que

22 você faz quando está com frio: tenta se encolher e trazer

todos os membros para perto de si, para evitar perder calor.

O melhor para animais de climas quentes, então, é projetar

25 seus membros para fora.

O novo estudo verificou a mudança corporal

principalmente em aves. O bico da cacatua de gangue e o

28 do papagaio-cinzento estão cerca de 4% a 10% maiores,

quando comparados a medições feitas em 1871. Esse

crescimento não é uma escolha dos animais, e sim um

31 resultado da evolução e adaptação ao ambiente ao longo

dos últimos 150 anos. As aves com os bicos ligeiramente

maiores conseguem dissipar melhor o calor e têm mais

34 chances de sobreviver, passando seus genes para os filhos.

Os pássaros são os mais afetados, mas não são os

únicos. Os cientistas também registraram aumentos no

37 tamanho da asa de morcegos e no comprimento da cauda

de ratos-do-campo. Em resumo, o problema já atinge

espécies diversas e de diferentes localidades do globo.

40 É notável que as espécies estão evoluindo para

sobreviver, mas isso não significa que todas conseguirão.

Algumas aves, por exemplo, precisam manter o formato dos

43 bicos devido ao estilo de alimentação. Sem poder se

alimentar ou resfriar o corpo, algumas acabarão morrendo,

o que pode intensificar a extinção de espécies no futuro.

46 Mapear as espécies mais vulneráveis é essencial

para que os ambientalistas aumentem os esforços de

conservação. Mesmo assim, os pesquisadores deixam claro

49 que a forma mais simples de preservar a vida desses animais

é evitar a intensificação do aquecimento global.

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Carolina Fioratti. O formato do corpo de animais está mudando para lidar com mudanças climáticas, diz estudo.

In: Revista Superinteressante, set./2021.

Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Em cada uma das alternativas a seguir, é apresentada uma palavra retirada do texto, seguida de uma proposta de divisão silábica. Assinale a alternativa em que a divisão silábica apresentada está gramaticalmente correta.


A

“superfície”: su-per-fície


B

“aumentando”: au-men-ta-ndo


C

“estruturas”: es-tru-tu-ra-s


D

“dissipar”: di-ssi-par


E

“observar”: ob-ser-var