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Leia o texto, a seguir, e responda às questões 35, 36, 37 e 38
O problema do lugar-comum
Falta de motivação com falta de informação é geralmente a receita do que há de pior num texto: o lugar-comum (também chamado de chavão ou clichê) que tem contaminado boa parte dos textos escritos cotidianamente.
O lugar-comum é aquela afirmação tão batida e repetida que não significa mais nada – tudo que se pode fazer com ela é repeti-la. Na prática da escrita, frequentemente, o chavão acaba sendo útil: encerramos o texto dizendo que não há nada mais belo que o sorriso de uma criança, ou, então que as guerras acabarão quando todos perceberem que só o amor constrói!
O lugar-comum dispensa-nos de pensar ou argumentar. Muitas vezes, ele se resume a uma ordem ao leitor. Em vez de convidar o leitor a seguir um raciocínio ou desdobrar criticamente um ponto de vista, o lugar-comum convida-o simplesmente a obedecer a uma ordem pré-estabelecida e indiscutível.
(Texto adaptado de Oficina de Texto, p. 263)
Na expressão “tudo que se pode fazer com ela é repeti-la”, em relação à colocação pronominal, podemos afirmar corretamente que há:
Apenas Próclise, por exigência da construção perifrástica.
Próclise e Ênclise, acontecendo o uso da próclise por atração do pronome “que”.
Apenas ênclise, tendo em vista o verbo encontrar-se no infinito.
Apenas Próclise, porque o enunciado apresenta um sentido prospectivo.
Apenas um caso de Ênclise, pois o “SE” nesta construção não é pronome.