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As próximas questões 21, 22, 23, 24 e 25, que aludem a conhecimentos de literatura brasileira, tomarão por base o trecho a seguir, de autoria do crítico literário Alfredo Bosi:
“No plano da invenção ficcional e poética, o primeiro reflexo sensível é a descida de tom no modo de o escritor relacionar-se com a matéria de sua obra. O liame que se estabelecia entre o autor romântico e o mundo estava afetado por uma série de mitos idealizantes: a natureza-mãe, a natureza refúgio, o amor-fatalidade, a mulher-diva, o herói-prometeu, sem falar na aura que cingia alguns ídolos como a “Nação”, a “Pátria”, a “Tradição”, etc. O romântico não teme as desmasias do sentimento nem os riscos da ênfase patriótica; nem falseia de propósito a realidade, como anacronicamente se poderia hoje inferir: é a sua forma mental que está saturada de projeções e identificações violentas, resultando-lhe natural a mitização dos temas que escolhe. Ora, é esse complexo ideo-afetivo que vai cedendo a um processo de crítica na literatura dita “realista”. Há um esforço, por parte do escritor antirromântico, de acercar-se impessoalmente dos objetos, das pessoas. E uma sede de objetividade que responda aos métodos científicos cada vez mais exatos nas últimas décadas do século.”
No que concerne à incidência do sentimento de nacionalidade e de ufanismo, assinale a alternativa CORRETA, de acordo com o texto:
Os heróis nacionais eram vistos, de acordo com a concepção romântica, como entidades suscetíveis às mesmas fragilidades e defecções de qualquer humano.
A idolatria aos heróis nacionais, ungindo-os de atributos valorativos, se firmava como um dos traços da proposta estética romântica.
Mitificar as flâmulas e emblemas nacionais era procedimento censurado na concepção textual romântica.
Ver com olhos da objetividade é característica inerente ao processo de criação artística romântica.
A impessoalidade é uma de suas marcas fulcrais.