

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
O Fósforo e a Vela
Chegou o dia em que o fósforo disse à vela:
- Eu tenho a tarefa de acender-te.
Assustada, a vela respondeu:
- Não, isto não! Se eu estou acesa, então os meus dias estão contados. Ninguém vai mais admirar a minha beleza.
O fósforo perguntou:
- Tu preferes passar a vida inteira, inerte e sozinha, sem ter experimentado a vida?
- Mas queimar dói e consome as minhas forças, sussurrou a vela insegura e apavorada.
- É verdade - respondeu o fósforo - Mas é este o segredo da nossa vocação. Nós somos chamados para ser luz! O que eu posso fazer é pouco. Se não te acender, eu perco o sentido da minha vida. Eu existo para acender o fogo. Tu és uma vela: tu existes para iluminar os outros, para aquecer. Tudo o que tu ofereceres através da dor, do sofrimento e do seu empenho será transformado em luz. Tu não te acabarás consumindo-te pelos outros. Outros passarão o teu fogo adiante. Só quando tu te recusares, então morrerás!
Em seguida, a vela afinou o seu pavio e disse cheia de expectativa:
- Eu te peço, acende-me.
https://www.contandohistorias.com.br/html/contandohistorias.html - Adaptado
No trecho: "Chegou o dia em que o fósforo disse à vela", o fenômeno linguístico da crase teve de ocorrer porque:
A forma verbal "disse", no contexto em que foi empregada, precisa de um complemento nominal (objeto indireto).
No contexto em que foi empregada, a crase é facultativa.
A forma verbal "disse", no contexto em que foi empregada, pede a preposição A e o substantivo "vela" aceita o artigo feminino A.
Trata-se de uma locução adverbial feminina que sempre é apresentada com a contração À.