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Na linhas 10 e 11, “vice-presidente” e “secretário-geral”...

Texto I


Texto para as questões 1 a 15


Brasil é laboratório do melhor e do pior em governança tecnológica


  1. Na semana passada participei de um jantar oficial com o presidente francês, Emmanuel Macron, na sede do governo
  2. em Paris. Foram convidados 20 “pensadores” globais que trabalham com tecnologia. O objetivo era discutir o papel da França
  3. e da Europa de modo geral sobre questões tecnológicas. Dentre os convidados, estavam a escritora Shoshana Zuboff (autora
  4. do livro A Era do Capitalismo de Vigilância) e a baronesa Joanna Shields, ex-Ministra de Internet e Segurança da Inglaterra. Da
  5. América Latina, só este colunista.
  6. Três perguntas foram levantadas nas conversas. É possível usar a tecnologia a favor da democracia? Como proteger
  7. direitos em face do avanço tecnológico? E, muito importante, como proteger as democracias dos ataques coordenados por
  8. meios digitais?
  9. A França está em posição favorável para levantar essas questões. O país está prestes a assumir a presidência do
  10. Conselho da Europa. Além disso, nos dias seguintes ao jantar, recebeu a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, e o
  11. secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, além de outras lideranças globais que participaram do Fórum da Paz, a convite do
  12. país.
  13. No jantar acabei conhecendo alguns dos ministros franceses. Dentre eles, a jovem ministra da transformação e reforma
  14. do Estado, Amélie de Montchalin, que se sentou ao meu lado. Amélie morou no Brasil na cidade de Campinas e fala português
  15. perfeitamente. Seu pai foi executivo de uma fábrica de produtos alimentícios na cidade. No dia do jantar ela havia acabado de
  16. lançar a política de software livre da França. Além disso, inclui uma estratégia para atrair programadores para trabalharem no
  17. governo francês. Tudo um luxo comparado com as políticas tecnológicas brasileiras no momento.
  18. Vale lembrar que o Brasil já foi líder nessa área e pioneiro em políticas de software livre na administração pública. Hoje
  19. está à deriva. Aliás, esse foi o tema da minha fala para o presidente Macron. Enfatizei que nosso país é uma espécie de
  20. laboratório de tudo que existe de melhor e pior em termos de governança tecnológica. No lado bom, criamos no passado a
  21. Parceria Internacional de Governos Abertos (OGP), que foi citada várias vezes na reunião. Criamos também o Marco Civil da
  22. Internet, visto como modelo, e também citado. Fizemos iniciativas globais como a NetMundial, ou o próprio Comitê Gestor da
  23. Internet. Tudo permanece na memória de líderes globais.
  24. Já sobre as experiências ruins relacionadas à tecnologia não é preciso citar. Vivemos dentro delas e de seus resultados
  25. todos os dias no país. Uma lição ficou clara no jantar: liderança importa. Diga-se o que se quiser do presidente francês, ele tem
  26. um plano e uma visão clara sobre o papel da França. Essa visão produz frutos. O país vai crescer 7% em 2021. A taxa de
  27. desemprego está baixa e decrescendo, com meio milhão de empregos formais criados neste ano. O país está construindo as
  28. bases para participar cada vez mais da economia digital e quer dialogar com pensadores do mundo inteiro para isso.
  29. Como dizia um outro francês, Allan Kardec: “Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. O poder da causa está
  30. na grandeza do seu efeito.” Para refletirmos.


(Ronaldo Lemos. Folha de S.Paulo, 14/11/21. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ronaldolemos/2021/11/brasil-e-laboratorio-do-melhor-e-do-pior-emgovernanca-tecnologica.shtml)

Na linhas 10 e 11, “vice-presidente” e “secretário-geral” são exemplos de palavras em que se empregou o hífen corretamente.


Sobre o emprego do hífen, assinale a alternativa em que a regra de seu uso NÃO tenha sido corretamente observada.


A

socioeducativo


B

co-réu


C

micro-ondas


D

hiper-realista