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TEXTO II
Congresso Internacional do Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Disponível em: https://www.culturagenial.com/poemas-de-carlos-drummond-de-andrade/
Dos termos abaixo isolados pelas vírgulas, apenas um assume o papel sintático de aposto; esse termo está presente na alternativa:
“Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços, (...)” (3º verso).
“(...) não cantaremos o ódio, porque este não existe, (...)” (4º verso).
“(...) existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro, (...)” (5º verso).
“(...) o medo grande dos sertões, dos mares, (...)” (6º verso).
“(...) cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas, (...)” (8º verso).