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Observe as passagens: • ... do latim coena, última refeição...

Leia o texto para responder às questões de números 54 a 56.


Ceia: do latim coena, última refeição do dia, o nosso popular jantar. A ceia de Natal, porém, tem suas singularidades, a primeira das quais são os convidados. O costume nasceu na Europa. Os cristãos deixavam abertas as portas das casas para que mendigos e viajantes pudessem compartilhar fraternalmente pelo menos uma refeição por ano. O romancista polonês Wladyslaw Stanislaw Reymont (1867-1925), Prêmio Nobel de Literatura em 1924, em Uma Lenda de Natal, situa sua trama na Polônia em certa noite natalina. Jesus, Judas e Pedro chegam esfomeados a uma estalagem. Não havendo nada para comer, a estalajadeira vende-lhes um ganso. Judas, ganancioso, sopra as penas da barriga da ave e pechincha no preço, dizendo que o ganso é muito magro. Jesus propõe que os três vão dormir, enquanto o ganso é preparado. Como a comida não é suficiente para todos, diz que quem tiver o sonho mais bonito comerá o ganso. Judas come a ave enquanto Pedro e Jesus dormem. Quando o mestre pergunta qual foi seu sonho, responde com cinismo: “Sonhei que me levantava e em sonho comia o ganso”. O escritor conclui que esta é a razão de o povo da Polônia guardar vigília na noite de Natal.


(Ângela Paiva Dionísio, Verbetes: um gênero além do dicionário. Em: Machado e Bezerra [orgs.])

Observe as passagens:


• ... do latim coena, última refeição do dia, o nosso popular jantar. A ceia de Natal...

• Não havendo nada para comer, a estalajadeira vende-lhes um ganso. Judas, ganancioso, sopra as penas da barriga da ave...


Nas passagens, a relação que há entre os termos destacados é, respectivamente, de


A

sinonímia e retomada por hipônimo.


B

hipônimos de “alimentar-se” e sinônimos.


C

anáfora associativa e sinônimos.


D

sinonímia e retomada por hiperônimo.


E

anáfora especificadora e catáfora.