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No trecho “87,5% das crianças entre 0 a 1 ano no país não...

No dia 28 de junho de 2019, o IBGE divulgou os resultados da PNAD Contínua – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua. Tal pesquisa visa acompanhar as flutuações trimestrais e a evolução, no curto, médio e longo prazos, da força de trabalho, e outras informações necessárias para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país. Os textos I e II abaixo interpretam os dados apesentados pela PNAD Contínua.


Leia os textos I e II com atenção para responder as questões de 01 a 10:


TEXTO I


O drama de uma juventude à deriva


Por Ana Maria Diniz


1 ___ Acaba de sair mais uma leva de dados e estatísticas para comprovar o efeito nefasto que uma

2 Educação de qualidade lastimável como a nossa tem na vida dos jovens a curto, médio e longo prazos.

3 Os números, acachapantes, são da última PNAD Contínua, divulgada semana passada: praticamente

4 um quarto (23%) dos 47,3 milhões de brasileiros de 15 e 29 anos não trabalha nem estuda; entre os que

5 têm 18 a 24 anos, idade propícia para se cursar uma faculdade, a proporção sobe para quase um terço

6 (27,7%). A situação também é alarmante entre os mais novos: 11,8% dos que têm de 15 a 17 anos, que

7 deveriam estar cursando o Ensino Médio, estão fora da escola. Ao todo são mais de 11 milhões de

8 jovens que não frequentam as salas de aula nem conseguem um emprego, garotos e garotas

9 despreparados, desmotivados e sem perspectivas, totalmente à deriva.

10 ___ Mais do que constatar a triste realidade de uma juventude perdida, os resultados da PNAD

11 servem de prenúncio para um futuro ainda mais desolador para essas e para o país. Para 52% desses

12 jovens, as chances de inserção no mundo profissional são mínimas, conforme revelou o relatório

13 “Competências e Empregos”, do Banco Mundial, publicado no ano passado, e tendem a ficar mais

14 exíguas com o passar dos anos. O Índice de Capital Humano, também do Banco Mundial, traz outra

15 observação apavorante: a expectativa para uma criança que nasce hoje no Brasil é que ela chegue aos

16 18 anos com apenas 56% do seu potencial produtivo desenvolvido. E um fator crítico para o

17 desenvolvimento de qualquer nação é o seu capital humano, ou seja, a qualificação da sua força de

18 trabalho.

19 ___ A maioria desses jovens não está fora da escola e do mercado por opção, nem é ociosa. Como

20 revelou a PNAD, boa parte deles ajuda nos afazeres domésticos enquanto outros membros da família

21 saem para trabalhar. Outro montante está à procura de uma ocupação para compor a renda e ajudar

22 com as despesas da casa, mas não consegue uma por total falta de preparo. Há, sim, o desinteresse

23 pelos estudos, um sentimento generalizado entre esses jovens. De forma geral, eles não vislumbram na

24 Educação uma maneira de ascender econômica e socialmente, pois, na prática, não percebem um nexo

25 entre o que se aprende na sala de aula e as oportunidades de trabalho. A questão educacional está no

26 cerne do problema e qualquer solução para resgatar esses jovens do limbo tem que passar,

27 inevitavelmente, pela Educação.

28 ___ Eu vejo duas saídas. Uma delas é apostar no futuro, construindo hoje os alicerces para que as

29 próximas gerações tenham mais condições e chances de prosperar. O investimento na Primeira Infância

30 é o mais crítico para este processo. Temos que ter foco e determinação para garantir que nossas

31 crianças tenham acesso a cuidados e estímulos adequados desde os seus primeiros anos de vida. Hoje,

32 segundo a PNAD, 87,5% das crianças entre 0 a 1 ano no país não frequentam a creche e todos

33 precisariam da atenção necessária nesta etapa para se desenvolver plenamente. O Pacto Nacional pela

34 Primeira Infância, firmado nesta terça entre o MEC e outros onze órgãos do governo, foi um passo

35 importantíssimo nesse sentido. Porém, a outra ponta do problema é premente e inadiável: cuidar e

36 oferecer uma alternativa para esse jovem que está aí, sem rumo, sem esperança e sem um sentido na

37 vida. A meu ver, isso é viável por meio de um programa muito parrudo de incentivo a um ensino

38 profissionalizante que seja para todos, dentro ou fora da escola. Essa solução só será exequível se

39 detalharmos onde exatamente esses jovens vivem e cruzarmos essas informações com as demandas

40 locais de mercado para estimular a criação e a oferta de cursos profissionalizantes e técnicos que façam

41 sentido em cada contexto.

42 ___ Nada disso é fácil de fazer, mas é possível e urgente!


(Disponível em https://educacao.estadao.com.br/blogs/ana-maria-diniz/o-drama-de-uma-juventude-a-deriva/. Data da consulta 28/06/19).


TEXTO II


Faltou trabalho para 28,5 milhões no país até maio, diz IBGE


Indicador inclui taxa de desocupação, taxa de subocupação por horas e a taxa de pessoas que não buscam emprego, mas que estariam disponíveis


Por Estadão Conteúdo


1 Faltou trabalho para um montante recorde de 28,524 milhões de pessoas no País no trimestre encerrado em

2 maio, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua),

3 iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

4 A taxa composta de subutilização da força de trabalho aumentou de 24,6% no trimestre até fevereiro para

5 25,0% no trimestre até maio. O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por

6 insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego,

7 mas que estariam disponíveis para trabalhar. No trimestre até maio de 2018, a taxa de subutilização da

8 força de trabalho estava mais baixa, em 24,6%.

Subocupados

9 Segundo o IBGE, a taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 7,8% no trimestre

10 até maio, ante 7,2% no trimestre até fevereiro. O indicador inclui as pessoas ocupadas com uma jornada

11 inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior. Em todo o Brasil, há um

12 recorde de 7,226 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas. Na

13 passagem do trimestre até fevereiro para o trimestre até maio, houve um aumento de 582 mil pessoas na

14 população nessa condição. Em um ano, o País ganhou mais 898 mil pessoas subocupadas por insuficiência

15 de horas trabalhadas.

Desemprego

17 O número de desempregados no Brasil ficou abaixo de 13 milhões pela primeira vez desde o início do ano,

18 mas o mercado de trabalho mostra que ainda sofre com a deterioração econômica ao registrar números

19 recordes de desalentados e subutilizados. Nos três meses até maio, a taxa de desemprego brasileira foi a

20 12,3%, de 12,5% no trimestre até abril e 12,7% no mesmo período do ano passado.


(Disponível em https://exame.abril.com.br/economia/faltou-trabalho-para-285-milhoes-no-pais-ate-maio-diz-ibge/ Data do acesso 28/06/19).

No trecho “87,5% das crianças entre 0 a 1 ano no país não frequentam a creche e todos precisariam da atenção necessária nesta etapa para se desenvolver plenamente.”


O sujeito do verbo destacado é:


A

Inexistente.


B

Oculto.


C

Indeterminado.


D

Composto.


E

Determinado.