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No excerto “Saudade do pai que já morreu” temos um exemplo...

O texto abaixo é um fragmento de uma crônica de Martha Medeiros e servirá de subsídio para as questões 1 a 4:


A DOR QUE DÓI MAIS


Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância.


Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos


cabelos brancos. Doem essas saudades todas.


No excerto “Saudade do pai que já morreu” temos um exemplo do uso do pronome relativo que com a função de substituir um termo mencionado anteriormente, no caso: o pai. Poderíamos ainda substituir perfeitamente o vocábulo que por “o qual” e assim novamente observar a função do que como pronome relativo. Porém, na língua portuguesa temos outros pronomes relativos. Nesse sentido, assinale a única alternativa que na palavra em destaque NÃO há a ocorrência de um pronome relativo:


A

A cantora que veio aqui não era famosa.


B

Ali, onde você mora, é o melhor lugar do mundo.


C

As mulheres, que são geniosas, ocupam cargos superiores.


D

Tal absurdo eu não cometeria.


E

Conheci o pai da garota o qual se acidentou.