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Conforme o Editorial, o fechamento prolongado das escolas

Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 07.


Aulas sem volta


O início do ano letivo oferece nova oportunidade para o Brasil enfim começar a reverter o desastre educacional produzido no último biênio de pandemia, período em que os estudantes perderam enorme parcela das aulas presenciais.

Trata-se de tarefa urgente. Como se a educação não constasse das prioridades, o país figurou entre aqueles que mais tempo ficaram com as escolas fechadas no mundo, com impactos não apenas sobre o aprendizado mas também sobre a sociabilidade e a nutrição de uma legião de jovens.

O recurso paliativo do ensino remoto falhou de modo fragoroso. Segundo pesquisas, o fechamento prolongado das escolas afetou de modo grave a progressão dos estudantes, implicando até regressão no aprendizado, aumentou o risco de abandono escolar e elevou a desigualdade educacional entre alunos de estabelecimentos públicos e privados.

Merece todo o apoio, portanto, a decisão das redes de ensino de 18 estados e do Distrito Federal de retornarem neste ano com aulas presenciais obrigatórias.

Os desafios à frente, que já seriam grandes em condições normais, ganham proporções maiores. O primeiro e mais óbvio deles é o provimento de um ambiente seguro para professores e alunos.

No plano educacional, deve-se dar atenção especial à questão da evasão, que apresentou piora expressiva durante a pandemia, fruto tanto do desinteresse dos estudantes como da necessidade de contribuir com a renda familiar. Estratégias para trazer esses alunos de volta às salas e garantir sua permanência, como uma busca ativa por parte das redes e auxílios pecuniários, deveriam ser consideradas para minorar o problema.

É fundamental, nesse contexto, que o país evite retrocessos sanitários que terminem por fechar novamente as escolas. Para tanto, é imperioso seguir reforçando a imunização de adultos e, sobretudo, de crianças, além de sanar as disparidades regionais acumuladas.

(Editoria. Folha de S.Paulo. 26.01.2022. Adaptado)

Conforme o Editorial, o fechamento prolongado das escolas


A

mostrou-se uma ocasião fundamental para se refletir sobre a adoção em definitivo do ensino híbrido, ofertado de forma remota e presencial.


B

devolveu-lhes a importância enquanto espaços de educação, até então desvirtuados por ocupações secundárias como a nutrição dos alunos.


C

produz prejuízos educacionais e eleva a pressão sobre o poder público, aumentando o risco de uma decisão precipitada pelo retorno às aulas.


D

traz prejuízos à alimentação e mesmo à sociabilidade dos alunos, embora o ensino remoto tenha promovido eficazmente a aprendizagem.


E

comprometeu seriamente o ensino, intensificando a diferença entre o aproveitamento de alunos de instituições públicas e privadas.