Imagem de fundo

TEXTO 2 Pergunta para: Ataliba T. de Castilho[...] O português muda constantemente. Os ...

TEXTO 2


Pergunta para: Ataliba T. de Castilho


[...]


O português muda constantemente. Os maneirismos, regionalismos, gírias e outros vícios de linguagem, que são considerados como uma variedade popular, podem vir a ser aceitos como norma culta num futuro próximo?


Castilho – Regionalismos, gírias e modalidades de português não padrão ocorrem com absoluta naturalidade em qualquer língua natural. Essas manifestações devem ser incorporadas às aulas, sob a forma de debates, ao longo dos quais elas são comparadas às alternativas da língua culta. É importante conviver com naturalidade com as variedades não padrão, sem esquecer que o objetivo da escola é trazer os alunos para a língua do Estado. [...] O que é português popular hoje poderá ser português culto amanhã. Esta convicção científica, entretanto, não nos deve isentar do esforço de integrar as classes até aqui não escolarizadas na fala mais prestigiada das classes cultas. Se tratarmos com naturalidade essa característica das línguas, será mais suave a incorporação do padrão culto, sem desprezar a variedade familiar do aluno. Ele se transformará num bilíngue da própria língua, sabendo qual variedade utilizar nas diferentes situações de fala.


Texto adaptado de: https://www.parabolablog.com.br/index.php/blogs/linguistica -aplicada-ao-ensino-de-lingua-materna


Quando Castilho afirma que “É importante conviver com naturalidade com as variedades não padrão, sem esquecer que o objetivo da escola é trazer os alunos para a língua do Estado.” (TEXTO 2), ele se refere à variação linguística em intersecção com o ensino de norma culta nas aulas de língua portuguesa. A respeito dessa pedagogia da variação linguística, é correto afirmar que


A

há, nos Parâmetros Curriculares Nacionais, o estabelecimento da necessidade de combate a mitos, como os de que só existe uma forma correta de falar e de que o brasileiro fala mal o português, como requisito para ensinar a escrita e a língua padrão.


B

a análise voltada para os fenômenos da variação linguística compõe, na Base Nacional Comum Curricular, exclusivamente a etapa do ensino fundamental, com ênfase na reflexão acerca do valor social atribuído às variedades de prestígio.


C

o trabalho sociolinguístico nas aulas de língua portuguesa é necessário e tem o objetivo de homogeneizar o uso da linguagem nos estudantes, uma vez que, pelo estudo da variação, é possível identificar e corrigir variantes não correspondentes à norma-padrão.


D

o professor não pode corrigir os chamados “erros gramaticais”, pois essa prática desvaloriza a variedade linguística com a qual o estudante chega na escola e acarreta, desse modo, preconceito linguístico.


E

a identificação da variedade linguística com a qual o aluno chega na escola é importante, pois o valor social das formas linguísticas é intrínseco a elas e há uma relação entre a fala e a capacidade cognitiva atrelada que a linguagem imprime, de modo que tal identificação possibilita ao professor selecionar a melhor metodologia de ensino.