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O palácio da Ventura (Antero de Quental)


Sonho que sou um cavaleiro andante.

Por desertos, por sóis, por noite escura,

Paladino do Amor, busco anelante

O palácio encantado da Ventura!


Mas já desmaio, exausto e vacilante,

Quebrada a espada já, rota a armadura...

E eis que súbito o avisto, fulgurante

Na sua pompa e aérea formosura!


Com grandes golpes bato à porta e brado:

Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...

Abri-vos, portas de ouro, ante meus ais!


Abrem-se as portas de ouro, com fragor...

Mas dentro encontro só, cheio de dor,

Silêncio e escuridão — e nada mais!


No soneto, classificam-se, respectivamente, em aposto e vocativo


A

fulgurante e cheio de dor (versos 7 e 13).


B

exausto e vacilante e o Deserdado (versos 5 e 10).


C

Paladino do Amor e portas de ouro (versos 3 e 11).


D

nada mais e Silêncio e escuridão (verso 14).