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Em Bela, mas bela de um horror sublime (l.2), tem-se qual...

Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.

Eu amo a noite

1 Eu amo a noite quando deixa os montes,

2 Bela, mas bela de um horror sublime,

3 E sobre a face dos desertos quedas

4 Seu régio selo de mistério imprime.


5 Amo o sinistro ramalhar dos cedros

6 Ao rijo sopro da tormenta infrene,

7 Quando antevendo a inevitável queda

8 Mandam aos ermos um adeus solene.


9 Amo os penedos escarpados onde

10 Desprende o abutre o prolongado pio,

11 E a voz medonha do caimã disforme

12 Por entre os juncos de lodoso rio.


13 Amo os lampejos verde-azuis, funéreos,

14 Que às horas mortas erguem-se da terra

15 E enchem de susto o viajante incauto

16 No cemitério de sombria serra.


17 Amo o silêncio, os areais extensos,

18 Os vastos brejos e os sertões sem dia,

19 Porque meu seio como a sombra é triste,

20 Porque minh'alma é de ilusões vazia.


21 Amo o furor do vendaval que ruge,

22 Das asas densas sacudindo o estrago,

23 Silvos de balas, turbilhões de fumo,

24 Tribos de corvos em sangrento lago.


25 Tenho um deserto de amarguras n'alma,

26 Mas nunca a fronte curvarei por terra!. ..

27 Ah! tremo às vezes ao tocar nas chagas,

28 Nas vivas chagas que meu peito encerra!

Autor: Fagundes Varela (adaptado).

Em Bela, mas bela de um horror sublime (l.2), tem-se qual figura de linguagem?


A

Comparação.


B

Prosopopeia.


C

Paradoxo.


D

Metonímia.


E

Hipérbato.