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As sereias viraram espuma das ondas do mar, pois:

TEXTO I: Balada do Rei das Sereias


O rei atirou

Seu anel ao mar

E disse às sereias:

– Ide-o lá buscar,

Que se o não trouxerdes,

Virareis espuma

Das ondas do mar!


Foram as sereias,

Não tardou, voltaram

Com o perdido anel.

Maldito o capricho

De rei tão cruel!


O rei atirou

Grãos de arroz ao mar

E disse às sereias:

– Ide-os lá buscar,

Que se os não trouxerdes,

Virareis espuma

Das ondas do mar!


Foram as sereias

Não tardou, voltaram,

Não faltava um grão.

Maldito o capricho

Do mau coração!


O rei atirou

Sua filha ao mar

E disse às sereias:

– Ide-a lá buscar,

Que se a não trouxerdes,

Virareis espuma

Das ondas do mar!


Foram as sereias...

Quem as viu voltar?...

Não voltaram nunca!

Viraram espuma

Das ondas do mar.


(BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1974.)

As sereias viraram espuma das ondas do mar, pois:


A

não encontraram a filha do rei.


B

desobedeceram ao rei.


C

tentaram fugir com a filha do rei.


D

ficaram na superfície do mar por muito tempo.


E

sentiram pena da filha do rei.