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Texto 2 para responder às questões 5 e 6.
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1-------A primeira das apresentações seria dedicada à pintura
e à escultura; a segunda, à literatura, e a terceira à música. A
notícia da Semana fora recebida “com um frêmito de
4 curiosidade” nas rodas intelectuais e “altamente mundanas”
de São Paulo, o que seria natural, pois se tratava da primeira
tentativa de realizar no Brasil “um certame dessa natureza”.
7 Os modernistas de São Paulo usavam habitualmente o termo
“futurismo”, mas o faziam em sentido elástico, para
designar as propostas mais ou menos renovadoras que se
10 opunham às receitas “passadistas” e “acadêmicas”. A
polarização futurismo x passadismo servia como uma tática
retórica eficaz – mas também simplificadora. Esse aspecto
13 do discurso modernista, que se apresentava como ruptura
com o “velho”, acabava por atirar na lata de lixo do
“passadismo” manifestações variadas, às quais, diga-se, não
16 raro os próprios “novos” estavam atados. O rótulo
“futurista” gerava incompreensões e facilitava ataques por
sugerir subordinação às ideias de Marinetti. Por isso, Mário
19 de Andrade preferia, “bandeirantemente”, recusar em
público a batuta do vanguardista italiano. Os “rapazes
modernistas” desejavam apenas “ser atuais, livres de
22 cânones gastos, incapazes de objetivar com exatidão o
ímpeto feliz da modernidade”. A expressão “ímpeto feliz”
vinha como um grito de frescor e juventude em oposição à
25 sisudez “passadista” e ao ambiente soturno dos anos
anteriores, imposto pela guerra. Mário gostava de citar a
“mocidade alegre” e Oswald, alguns anos depois, em 1928,
28 sentenciaria no Manifesto Antropófago: “A alegria é a prova
29 dos nove”.
...
GONÇALVES, Marcos Augusto. 1922: a semana que não terminou.
São Paulo: Companhia das Letras, 2012, com adaptações
..
Tendo em vista os aspectos linguísticos do texto, julgue (C ou E) os itens a seguir.
A citação de trecho do Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade, ilustra o emprego da intertextualidade a serviço da progressão textual e da coerência entre as ideias apresentadas a respeito dos “‘rapazes modernistas’” (linhas 20 e 21).
Certo
Errado