

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Texto I
Texto-base para a questão 1.
Por que escrevemos “muito” e falamos “muinto”
“Desde criança tenho dificuldades com a palavra “muito”. O som (a fonética) não corresponde à escrita na minha percepção. Para compreender a palavra, quando era criança, adicionava o n (apenas na imaginação!)."
A percepção de Adriana pode parecer cisma de criança, mas é um dos mistérios persistentes da gramática histórica de nossa língua. “Está à espera de solução o obscuro problema das vogais que se nasalaram sem terem após si n ou m", escreveu o gramático Said Ali, o primeiro estudioso brasileiro a usar uma abordagem linguística de bases científicas. Ou seja: para entender por que "muito" ganhou a pronúncia “muinto”, seria preciso explicar também por que o "assi" do português antigo virou “assim”, o "mai" virou “mãe” e o “mia”, “minha”.
Uma explicação provável para a pronúncia “muinto” é que o m, embora vindo antes e não depois das vogais, tenha exercido uma influência de nasalização, como também em “mãe” e “minha”.
De qualquer forma, o melhor que Adriana pode fazer nesse caso é relaxar e entender que as relações entre pronúncia e grafia nem sempre são muito cartesianas. Se fossem, não poderíamos, por exemplo, escrever “fizeram” e falar "fizérão”.
Texto adaptado (grifo nosso). Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/sobre-palavras/por-que-escrevemos-muito-e-falamos-muinto/. Acesso em: 03 fev. 2022.
Analise as assertivas abaixo:
I - A forma como está grafado o termo “por que” no título ("Por que escrevemos 'muito' e falamos 'muinto"” será a mesma caso se opte por escrever "Escrevemos 'muito' e falamos 'muinto', por que?”,
II - No trecho "Uma explicação provável para a pronúncia 'muinto' é que o m, embora vindo antes e não depois das vogais, tenha exercido uma influência de nasalização, como também em 'mãe' e 'minha"", o termo em destaque pode ser substituído por “ao invés de”, sem que haja qualquer alteração no sentido do texto.
III - No trecho “Está à espera de solução o obscuro problema das vogais que se nasalaram sem terem após si n ou m', escreveu o gramático Said Ali [...]”, o núcleo do sujeito do verbo “está” é “problema”.
IV - As palavras “gramática”, “histórica” e “poderíamos” são acentuadas graficamente, porém isso ocorre devido a diferentes regras de acentuação gráfica.
Está CORRETO o que se afirma em:
l e III, somente.
l e IV, somente.
III, somente.
II, III e IV, somente.
I, II, III e IV.