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Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 5.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 | NOVAS BULAS Na linguagem popular, a expressão “como bula de remédio” já se tornou sinônima de texto difícil de ler, seja pelas letras pequenas seja pela linguagem obscura. É especialmente cruel o fato de que as letras mínimas causam especial embaraço às pessoas de maior idade, justamente as que mais tendem a precisar de medicamentos. É, portanto, mais do que bem-vinda a iniciativa da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de modificar as regras para a confecção de bulas, visando a facilitar a vida do consumidor. A oportunidade do empreendimento não o torna, porém, mais simples ou mesmo factível. Dentro em breve, a pessoa que comprar um medicamento na farmácia receberá apenas a bula que contém explicações destinadas ao paciente. As informações técnicas – dirigidas aos médicos – constarão de um bulário on-line da Anvisa e de fármacos utilizados em hospitais, além, é claro, dos diversos dicionários de remédios já no mercado. Atualmente, as bulas trazem tanto informações ao paciente como as destinadas aos profissionais de saúde. Com as novas regras, será possível aproveitar melhor o espaço para aumentar o tamanho da letra. A separação dos textos também evitará a duplicação de informações, que freqüentemente gera dúvidas. A principal dificuldade é encontrar a linguagem ideal para a bula ao paciente. Tomam remédios e deveriam ser capazes de entender suas instruções desde o semi-analfabeto até pessoas com formação superior. Se, para os segundos, um termo como “crise epilética” não oferece maiores problemas de compreensão, ele pode ser impenetrável para o público com menor formação. E como substitui-lo sem sacrificar em demasia a precisão técnica? Não há resposta pronta. Sabe-se apenas que ela passa pelo bom senso. Infelizmente, como certa vez proclamou um sábio, o bom senso não foi muito bem repartido entre todos os seres humanos. Fonte: Folha de S. Paulo, 25 mar. 2004, p. 2. (Disponível em: <http://acervo.folha.com.br/leitor.do?numero=16026&anchor=5185592&origem=busca&originURL= &pd=08f4021dec82e53391bc8830585429a9>. Acesso em 10 fev. 2022) |
Considerando os elementos referenciais utilizados no texto, analise as afirmativas a seguir:
I. O termo “já” (linhas 2 e 15), em ambas as ocorrências, veicula um sentido locativo e aponta para fatos.
II. O termo “as” (linha 5) retoma a expressão “pessoas de maior idade” (linha 5) e mantém a coesão textual.
III. O termo “atualmente” (linha 15) introduz uma circunstância temporal e incide sobre toda a frase subsequente.
IV. A expressão “os segundos” (linha 23) retoma o nome “remédios” (linha 21) e contribui com a clareza textual.
V. Os termos “ele” (linha 24) e “–lo” (linha 25) referem-se ao termo “público” (linha 24) e o substitui.
É CORRETO o que se afirma em
I e V, apenas.
II e III, apenas.
I, III e V, apenas.
II, III e IV, apenas.
III, IV e V, apenas.