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Considerando os enunciados (1) “A principal dificuldade é...

Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 5.



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NOVAS BULAS


Na linguagem popular, a expressão “como bula de remédio” já se tornou sinônima

de texto difícil de ler, seja pelas letras pequenas seja pela linguagem obscura. É

especialmente cruel o fato de que as letras mínimas causam especial embaraço

às pessoas de maior idade, justamente as que mais tendem a precisar de

medicamentos.


É, portanto, mais do que bem-vinda a iniciativa da Anvisa (Agência Nacional de

Vigilância Sanitária) de modificar as regras para a confecção de bulas, visando a

facilitar a vida do consumidor. A oportunidade do empreendimento não o torna,

porém, mais simples ou mesmo factível.


Dentro em breve, a pessoa que comprar um medicamento na farmácia receberá

apenas a bula que contém explicações destinadas ao paciente. As informações

técnicas – dirigidas aos médicos – constarão de um bulário on-line da Anvisa e de

fármacos utilizados em hospitais, além, é claro, dos diversos dicionários de

remédios já no mercado. Atualmente, as bulas trazem tanto informações ao

paciente como as destinadas aos profissionais de saúde.


Com as novas regras, será possível aproveitar melhor o espaço para aumentar o

tamanho da letra. A separação dos textos também evitará a duplicação de

informações, que freqüentemente gera dúvidas.


A principal dificuldade é encontrar a linguagem ideal para a bula ao paciente.

Tomam remédios e deveriam ser capazes de entender suas instruções desde o

semi-analfabeto até pessoas com formação superior.


Se, para os segundos, um termo como “crise epilética” não oferece maiores

problemas de compreensão, ele pode ser impenetrável para o público com menor

formação. E como substitui-lo sem sacrificar em demasia a precisão técnica?


Não há resposta pronta. Sabe-se apenas que ela passa pelo bom senso.

Infelizmente, como certa vez proclamou um sábio, o bom senso não foi muito bem

repartido entre todos os seres humanos.


Fonte: Folha de S. Paulo, 25 mar. 2004, p. 2.


(Disponível em: <http://acervo.folha.com.br/leitor.do?numero=16026&anchor=5185592&origem=busca&originURL= &pd=08f4021dec82e53391bc8830585429a9>. Acesso em 10 fev. 2022)

Considerando os enunciados (1) “A principal dificuldade é encontrar a linguagem ideal para a bula ao paciente.” (linha 20) e (2) “Tomam remédios e deveriam ser capazes de entender suas instruções desde o semi-analfabeto até pessoas com formação superior.” (linhas 21-22), é INCORRETO afirmar:


A

O enunciado (2) é uma afirmação que reitera a dificuldade exposta no enunciado (1) em relação à linguagem da bula.


B

O enunciado (2) apresenta falta de continuidade na sequência “tomam [...] e deveriam [...]” em relação ao enunciado (1).


C

A utilização do termo “suas”, no enunciado (2), apresenta um problema coesivo ao retomar um elemento que não foi explicitado.


D

O termo “desde”, no enunciado (2), associado ao “até” expressa uma ordem progressiva entre graus distintos de escolaridade.


E

A expressão “bula ao paciente”, no enunciado (1), apresenta um uso incomum da forma usual “bula para o paciente”.