No capítulo “Os gêneros do discurso”, Bakhtin (2011) faz a seguinte afirmação:
“Ora, a língua passa a integrar a vida através de enunciados concretos (que a realizam); é igualmente através de enunciados concretos que a vida entra na língua. O enunciado é um núcleo problemático de importância excepcional”. (BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. Tradução de Paulo Bezerra. 6. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2011, p. 265.)
Dentre as alternativas abaixo, uma apresenta corretamente o conceito de enunciado, de acordo com a perspectiva bakhtiniana (BAKHTIN, 2011):
"construção, em qualquer nível, formada por unidades que se articulam e estão, portanto, ‘em presença’ umas das outras. (...) constitui o eixo sintagmático, sobre o qual se realiza a segmentação".
“compõe-se de uma sequência de expressões ou sentenças ligadas, podendo ir desde sentenças de uma só palavra até uma obra em vários volumes”.
“uma sequência de unidades delimitadas por um silêncio que precede o início dessa atividade e o que se lhe segue, acompanhada de contorno melódico, também chamado curva de entoação e normalmente marcada, na escrita, pelos sinais de pontuação e pelo emprego da maiúscula inicial”.
“um ato individual de vontade e de inteligência, no qual convém distinguir: 1º, as combinações pelas quais o falante realiza o código da língua no propósito de exprimir seu pensamento pessoal; 2º, o mecanismo psicofísico que lhe permite exteriorizar essa combinação”.
"um elo na corrente complexamente organizada de outros enunciados” e é considerado como a “real unidade da comunicação discursiva”. Além disso, apresenta algumas peculiaridades, dentre elas a “alternância dos sujeitos do discurso” e a “conclusibilidade específica”.