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Acerca da Semana de Arte Moderna, que deu início ao...

Acerca da Semana de Arte Moderna, que deu início ao Modernismo brasileiro, Nelson Werneck Sodré (1995, p. 526) comenta: “Desde a crueza do julgamento de Di Cavalcanti, para quem o episódio não passava de uma “semana de escândalos literários e artísticos de meter os estribos na barriga da burguesiazinha paulistana”, até aquela constatação melancólica de Alceu Amoroso Lima: ‘O Modernismo, na sua fase inicial, iria ser, acima de tudo, um movimento contra’. Os participantes valorizavam-na sempre. O mesmo Di Cavalcanti, em outra oportunidade, diria: ‘Para a cultura literária brasileira, já se repetiu suficientemente, foi o movimento da operação cirúrgica necessária’. Oswald de Andrade frisaria o seu sentido de libertação: ‘Dentro da renovação literária trazida pela Semana, exprimiram-se todas as cores do Brasil político destes 20 anos’. Manuel Bandeira ressaltou o lado escandaloso: ‘A realização, tumultuária e escandalosa, constituiu um impacto emocional de benéficas consequências, pois despertou o interesse dos jornais para um debate até então confinado a uns círculos restritos de intelectuais jovens e ainda pouco conhecidos do grande público’. É pouco mais ou menos a opinião de Guilherme de Almeida: ‘Como e por que se fez a Semana? Como e por que costumam os moços a fazer das suas: dançar o twist ou jogar um Volkswagen na roleta russa. Éramos os playboys intelectuais de 1922: ano do centenário da Independência ou Morte (...)’ [e] para rematar: ‘Com exceção de Mário de Andrade, que lera quase tudo, ninguém sabia nada do que se escrevia na Europa e os que liam, liam mal’”.


Os trechos dos poemas abaixo pertencem a poetas que fazem parte da primeira fase do movimento modernista brasileiro, alguns deles arrolados no texto de Sodré, menos um. Identifique-o nos trechos a seguir, marcando apenas uma alternativa:


A

“A vida é um milagre.

Cada flor,

Com sua forma, sua cor, seu aroma,

Cada flor é um milagre” (Manuel Bandeira).


B

“O cafezal é um alinhavado

Na aflição humorística dos passarinhos

Nuvens constroem cidades nos horizontes dos carreadores

E o fazendeiro olha os seus 800 000 pés cortados” (Oswald de Andrade).


C

“Lembrança, quanta lembrança

Dos tempos que já lá vão!

Minha vida de criança,

Minha bolha de sabão!” (Guilherme de Almeida).


D

“A menina foi ao poço

Com sua bilha de barro

O sol entrava na janela

A dizer bom dia, moço!” (Dalcídio Jurandir).


E

“A menina peleja pra puxar a cabra

Que toda se espaventa escorregando no asfalto

Entre as campainhadas dos bondes

E a velocidade poenta dos automóveis” (Mário de Andrade).