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A poesia de Max Martins (2001, p. 175) surge num cenário...

A poesia de Max Martins (2001, p. 175) surge num cenário diverso e de experimentalismo da tendência da poesia moderna, legando influências evidentes na literatura poética até o século XXI. Gilberto Mendonça Teles (1983) em seu clássico Vanguarda Europeia e Modernismo Brasileiro informa – a respeito dessa inclinação na literatura brasileira e abraçada por poetas mais arrojados, a exemplo de Martins – que a modernidade chamou tais tendências de concretismo e neoconcretismo, sendo este distante daquele e abrindo o caminho aos mais novos e ousados estilos. Leia e observe o poema de Max Martins (2001, p. 175), expresso na figura, para marcar a única alternativa que se pode aplicar a ele, o qual o liga a um dos movimentos citados por Teles em seu livro acima referido – nas palavras do próprio crítico literário ou nas de poetas que publicaram manifestos e poemas alinhados a correntes literárias vanguardistas, considerando sua classificação exata:


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Fonte: Max Martins, Poemas reunidos. Editora Universitária, Belém, 2001.


A

“o espaço e o tempo não são mais que relações exteriores entre palavras – o objeto. (...) a página se reduz a um espaço gráfico e a palavra a um elemento desse espaço”.


B

“o poema como um mecanismo (...) uma responsabilidade integral perante a linguagem. realismo total. contra uma poesia de expressão, subjetiva e hedonística. criar problemas exatos e resolvê-los em termos de linguagem sensível. uma arte geral de palavra. o poema-produto: objeto útil”.


C

“fiel à natureza mesma na linguagem, afirma o poema como um ser temporal. No tempo e não no espaço a palavra desdobra a sua complexa natureza significativa”.


D

“visão simultânea e sucessiva, a ausência do rigor de unidade e coerência na mensagem, a destruição da linguagem, o sentido jogralesco do grupo e um desprezo total pela participação do leitor (...)”.


E

“a página se reduz a um espaço gráfico e a palavra a um elemento desse espaço. Como na pintura, o visual aqui se reduz ao ótico e o poema não ultrapassa a dimensão gráfica”.