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No Brasil, o termo Modernismo envolve aspectos ligados ao movimento propriamente dito, à estética e ao período histórico. Assinale a alternativa que apresenta uma declaração INCORRETA acerca desse movimento.
Em meados de 1940, surgiram vários poetas que buscavam dar continuidade à pesquisa estética já em voga desde a Semana de Arte Moderna, mantendo o verso livre e a poesia sintética. Contudo, trata-se de uma produção mais amadurecida. Percebe-se que não era mais preciso ser irreverente e experimentalista, nem chocar o público, agora já familiarizado com a nova maneira de expressão. As influências de Mario e Oswald de Andrade estão presentes na obra desse novo conjunto de escritores que recebeu a denominação geral de “geração de 45”.
A partir de 1930, a prosa se reveste de um caráter mais maduro e construtivo, refletindo as conquistas da geração de 1922. A linguagem atinge certo equilíbrio e adota uma postura mais documental ao expor a realidade brasileira e focalizar o aspecto social. Essa tendência é aplicada nos romances urbanos, voltados à exposição da vida nas grandes cidades, revelando as desigualdades sociais, observadas na vida urbana brasileira, com destaque para algumas obras de Érico Veríssimo.
A poesia produzida na primeira fase do Modernismo apropria-se do ritmo, do vocabulário e dos temas da prosa, constituindo-se no principal veículo de divulgação do movimento. Abandona os modelos da literatura tradicional e, deixando de lado os recursos formais, adota o verso livre respeitando a inspiração poética. A cadência rítmica é mantida próxima da prosa em obediência à alternância de sons e acentos, demonstrando que a poesia está na essência ou no contraste das palavras selecionadas.
O Modernismo tem como característica unificadora o desejo de liberdade de criação e expressão, aliados aos ideais nacionalistas, visando, sobretudo, emancipar-se da dependência europeia. Esse anseio de independência inclui: o vocabulário, a sintaxe, a escolha de temas e a maneira de ver o mundo. Ao rejeitarem os padrões estéticos portugueses, seus criadores cobrem de humor, ironia e paródia as manifestações modernistas, passando a utilizar as expressões coloquiais, próximas do falar brasileiro, promovendo a valorização diferenciada do léxico.
A publicação do livro Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector, em 1944, já indicava um novo caminho: a prosa modernista das décadas de 1940 e 1950 seria marcada pela exploração do campo psicológico das personagens, o urbanismo que revela a relação conflituosa entre o homem e a modernidade, e o regionalismo que renova a linguagem literária, numa profunda busca pela universalização.