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Leia o excerto abaixo, atentando-se à sua estruturação. “Em...

Leia o excerto abaixo, atentando-se à sua estruturação.


“Em dezembro de 1957 pouco mais de 2.200 pessoas moravam na Cidade Livre, nome original do que hoje conhecemos como Núcleo Bandeirante. Era o centro comercial da capital que estava sendo construída, atendendo aos mais de seis mil moradores do Plano Piloto e outros três mil que ficavam nos acampamentos das construtoras.

A cidade tinha apenas um ano de idade, desde que Bernardo Sayão havia assentado pessoalmente o restaurante Pellechia, um hotel, dois mercados e um açougue. Já tinha outros hotéis, lojas, casas noturnas e até algumas indústrias pequenas, muitas oficinas mecânicas e até uma moagem de café.

Foi ali que, no dia 14 de dezembro, desabou o primeiro temporal que se tem notícia no que seria o Distrito Federal.

As construções eram todas precárias, porque aquela cidade nasceu para ser demolida assim que Brasília fosse inaugurada. Paredes e pisos de madeira, teto de zinco ou palha, puxados de lona, ruas de terra batida, conforto mínimo; parecia com as cidades do velho-oeste norteamericano que se via nos filmes – a diferença é que não eram permitidas armas.

Era uma época de muito trabalho para o incipiente Corpo de Bombeiros. Com tanto material de fácil combustão, fogões de lenha, tempo seco e vento forte, o fogo se alastrava com velocidade. E havia também a esperteza da população: cada sinistro era compensado com uma casa de alvenaria construída pelo governo no mesmo lugar do incêndio… [...]”


PESTANA, Paulo. Água que vem do céu. Correio Braziliense, 06 de março de 2022. Crônicas. Disponível em:https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/agua-que-vemdo-ceu/. Acesso em: 11 mar. 2022.


Com base em suas características, pode-se afirmar que há, nesse trecho, o predomínio de passagens


A

narrativas.


B

injuntivas.


C

descritivas.


D

dissertativas.


E

dialogais.