Imagem de fundo

No fragmento "A um rabino muito justo foi permitido que...

O Purgatório e o Paraíso


A um rabino muito justo foi permitido que visitasse o

purgatório e o paraíso.


Primeiramente foi levado ao purgatório, de onde

provinham os gritos mais horrendos dos rostos mais

angustiados que já vira.


Naquele estranho local, estavam todos sentados numa

grande mesa.


Sobre ela, se viam iguarias, comidas das mais deliciosas

que se possa imaginar, com a prataria e a louça mais

maravilhosa que jamais se vira.


Não entendendo por qual motivo sofriam tanto, o rabino

prestou mais atenção ao local e viu que seus cotovelos

estavam invertidos, de tal forma que não podiam dobrar

os braços e levar aquelas delícias às suas bocas.


O rabino foi levado ao paraíso, onde se ouvia deliciosas

gargalhadas e onde reinava um clima de festa.


Porém, ao observar, para sua surpresa, encontrou o

mesmo ambiente: todos sentados à mesma mesa que

vira no purgatório, contendo as mesmas iguarias, as

mesmas louças e os mesmos cotovelos invertidos.


Mas ali havia um detalhe muito especial: cada um levava

a comida à boca do outro.


Essa história nos faz lembrar da música "O sal da Terra"

de Beto Guedes, onde diz que vamos precisar de todo

mundo, um mais um é sempre mais que dois.


Por isso, para melhor construir a vida nova, e só repartir

melhor o pão.


É preciso recriar o paraíso agora, para merecer quem

vem depois.

https://www.contandohistorias.com.br. Adaptado

No fragmento "A um rabino muito justo foi permitido que visitasse o purgatório e o paraíso.", as orações relacionam-se sintaticamente através do processo de:


A

Correlação


B

Subordinação


C

Justaposição


D

Coordenação