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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 14.
Crises de ansiedade em adolescentes e crianças desafiam famílias e escolas
Esses primeiros meses de aulas presenciais têm sido difíceis para o menino Rafael, de 7 anos, no 2º ano do ensino fundamental de uma escola estadual do Itaim, zona leste de São Paulo. Ele reclama de falta de ar e coração disparado. Pergunta sempre à professora quando a aula vai terminar. Às vezes, morde o dedo indicador; não sangra, mas ficam marcas dos dentinhos na pele. Surgiram problemas gastrointestinais, com traços de sangue nas fezes. Quando a mãe, Paula, chega para buscá-lo, percebe o filho segurando as lágrimas. Ele só chora com a mãe. Em casa, fica quieto no sofá. Já foram três atestados médicos, de uma semana cada, por crise de ansiedade identificada no pronto-socorro. Rafael começou a visitar um psicólogo.
O sofrimento de Rafael e Paula (nomes fictícios) ilustra as dificuldades emocionais que pais e educadores têm percebido nos estudantes, das redes pública e privada, após dois anos praticamente de aulas remotas ou híbridas por causa da pandemia. O mesmo fenômeno também é observado fora do Brasil. Nos Estados Unidos, o novo cenário tem chamado a atenção de autoridades.
O Brasil foi um dos países que passaram mais tempo com as escolas fechadas e muitos gestores foram criticados por priorizar bares e shows na reabertura do comércio e dos serviços em fases de redução de contágio do coronavírus. Especialistas afirmam que a diminuição do convívio social, a não ser de forma virtual, e o prolongado uso de telas são o pano de fundo dessas dificuldades. Parte das crianças desenvolveu fobia ou insegurança sobre a imprevisibilidade de interações face a face. Para os mais novos, o contato direto tem sido quase uma novidade.
As circunstâncias vividas em casa - como adoecimento de parentes, desemprego, dificuldades financeiras e até a violência doméstica - também estão entre as hipóteses para explicar os prejuízos à saúde mental. Além disso, estudantes e professores voltam aos colégios com a missão de recuperar o tempo perdido e superar os prejuízos de aprendizagem no período de classes remotas. Por outro lado, a maioria dos especialistas aponta que esse é um período de transição.
(Disponível em: Crises de ansiedade em adolescentes e crianças desafiam famílias e escolas (msn.com). Adaptado.)
Às vezes, morde o dedo indicador; não sangra, 'mas ficam marcas dos dentinhos na pele'.
A oração destacada (entre aspas) é um exemplo de oração:
Subordinada substantiva objetiva direta.
Coordenada assindética adversativa.
Subordinada substantiva completiva nominal.
Subordinada substantiva objetiva indireta.
Coordenada sindética adversativa.