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O editorial defende que o Brasil

Leia o texto para responder às questões de números 08 a 10.


Selvageria esportiva


Episódios de violência envolvendo torcedores de futebol, dentro ou fora das arenas esportivas, são uma antiga e deplorável rotina no Brasil. Brigas organizadas pela internet, confrontos no transporte público e agressões variadas se sucedem, não raro provocando mortes.

Foi o que aconteceu em Belo Horizonte em 06.03.2022, um domingo em que as duas principais agremiações mineiras disputaram uma partida pelo campeonato estadual.

Não foi o único enfrentamento deste ano, que vai acumulando uma série preocupante de casos em diferentes localidades.

Diante de tal realidade, cabe perguntar por que dirigentes da área esportiva e autoridades da segurança pública não tomam as medidas necessárias para encerrar ou pelo menos conter esses torneios de estupidez agressiva.

O mais exasperante é que depois de experiências bem-sucedidas na Europa, em especial no Reino Unido, o Brasil conseguiu avançar na aprovação de leis voltadas para a violência no esporte.

Lamentavelmente, o Estatuto do Torcedor, que prevê punições severas, não é aplicado. Essa é a diferença entre o que acontece no Brasil e em países europeus.

Não é aceitável que esse estado de coisas perdure. Nada justifica que os responsáveis pela organização do futebol e pelas instituições públicas abordem o assunto de modo negligente, como se esse tipo de truculência fosse parte de uma realidade imutável.


(Editorial, Folha de S.Paulo, 11.03.2022. Adaptado)

O editorial defende que o Brasil


A

seja menos conivente com a violência no futebol e aplique punições severas aos envolvidos para coibi-la.


B

reforce as práticas truculentas para minimizar a violência no futebol, como vêm fazendo os países europeus.


C

tome países europeus como exemplos de combate à violência no futebol e aprove leis mais severas para evitá-la.


D

poupe os dirigentes da área esportiva e as autoridades da segurança pública pela violência no futebol.


E

deixe de aplicar o Estatuto do Torcedor para conter a violência no futebol, pois este é um documento defasado.