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O texto a seguir, refere-se às próximas três questões.
Furto de flor. (Carlos Drummond de Andrade).
Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:
– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!
De acordo com a leitura do texto, assinale a alternativa incorreta.
O narrador se refere à flor, como se ela fosse gente.
A narrativa conta o roubo de uma flor.
O eu lírico, fez várias tentativas para ajudar a flor, entretanto, elas foram inúteis.
A narrativa é feita na 3ª pessoa do singular.
A narrativa não é feita na 2ª pessoa do singular.