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O pronome “ele” surge em dois versos do poema: O...

TEXTO PARA AS QUESTÕES 1 A 3.

Carta-Poema

Manuel Bandeira

Excelentíssimo Prefeito

Senhor Hildebrando de Góis,

Permiti que, rendido o preito

A que fazeis jus por quem sois,

Um poeta já sexagenário,

Que não tem outra aspiração

Senão viver de seu salário

Na sua limpa solidão,

Peça vistoria e visita

A este pátio para onde dá

O apartamento que ele habita

No Castelo há dois anos já.

É um pátio, mas é via pública,

E estando ainda por calçar,

Faz a vergonha da República

Junto à Avenida Beira-Mar!

Indiferentes ao capricho

Das posturas municipais,

A ele jogam todo o seu lixo

Os moradores sem quintais.

Que imundície! Tripas de peixe,

Cascas de fruta e ovo, papéis...

Não é natural que me queixe?

Meu prefeito, vinde e vereis!

Quando chove, o chão vira lama:

São atoleiros, lodaçais,

Que disputam a palma à fama

Das velhas maremas letais!

A um distinto amigo europeu

Disse eu: - Não é no Paraguai

Que fica o Grande Chaco, este é o

Grande Chaco! Senão, olhai!

Excelentíssimo Prefeito

Hildebrando Araújo de Góis.

A quem humilde rendo preito,

Por serdes vós, senhor, quem

sois!

Mandai calçar a via pública

Que, sendo um vasto lagamar,

Faz a vergonha da República

Junto à Avenida Beira-Mar!

Disponível em: http://almanaquenilomoraes.blogspot.com/2014/04/ poemas-requerimentos.html

Acesso em 14/05/2019

O pronome “ele” surge em dois versos do poema: O apartamento que ele habita (3ª estrofe) /A ele jogam todo o seu lixo (5ª estrofe). É possível afirmar que:


A

Na 3ª estrofe, o pronome se refere ao prefeito Hidelbrando.


B

Os dois pronomes possuem o mesmo referencial: poeta.


C

Os dois pronomes possuem o mesmo referencial: pátio.


D

Nas estrofes 3ª e 5ª, o pronome se refere a poeta e pátio, respectivamente,


E

Na 5ª estrofe, o pronome se refere a moradores.