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Com relação ao número de fonemas de vocábulos do texto...

Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.

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Terras dos Sem-Fim

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1 A cidade ficava entre o rio e o mar, praias

2 belíssimas, os coqueiros nascendo ao largo de todo o

3 areal. Um poeta, que certa vez passara por Ilhéus e

4 dera uma conferência, a chamara de “cidade das

5 Palmeiras ao vento” numa imagem que os jornais

6 repetiam de quando em vez.

7 A verdade, porém, é que as palmeiras nasciam

8 nas praias e se deixavam balançar pelo vento. A árvore

9 que influía em Ilhéus era a árvore do cacau, se bem

10 não visse nenhuma em toda a cidade. Mas era ela que

11 estava por detrás de toda a vida de São Jorge do

12 Ilhéus. Por detrás de cada negócio que era feito, de

13 cada casa que era construída, de cada armazém, de

14 cada loja que era aberta, de cada caso de amor, de

15 cada tiro trocado na rua. Não havia conversação em

16 que a palavra não entrasse como elemento primordial.

17 E sobre a cidade pairava, vindo dos armazéns de

18 depósito, dos vagões da estrada de ferro, dos porões

19 dos navios, das carroças e da gente, um cheiro de

20 chocolate que é cheiro de cacau seco.

21 Existia outra ordenança municipal que proibia o

22 porte de armas. Mas muito poucas pessoas sabiam

23 que ela existia e mesmo aqueles poucos que o sabiam,

24 não pensavam em respeitá-lo. Os homens passavam,

25 calçados de botas ou de botinas de couro grosso, a

26 calça cáqui, o paletó de casimira, e por debaixo deste

27 o revólver. Homens de repetição a tiracolo

28 atravessavam a cidade sob a influência dos

29 moradores. Apesar do que já existia de assentado, de

30 definitivo, em Ilhéus, os grandes sobrados, as ruas

31 calçadas, as casas de pedra e cal, ainda assim restava

32 na cidade um certo ar de acampamento.

33 Improvisavam-se cozinhas, os coronéis vinham ali

34 escolher trabalhadores. Dr. Rui, certa vez, mostrara

35 um daqueles acampamentos a um visitante da capital.

36 - Aqui é o mercado de escravos...

37 Dizia com um certo orgulho e certo desprezo, era

38 assim que ele amava aquela cidade que nascera de

39 repente, filho do porto, alimentada pelo cacau, já se

40 tornando a mais rica do estado, a mais próspera

41 também, Existiam poucos ilheenses de nascimento

42 que já tivessem importância na vida das cidade. Quase

43 todos fazendeiros, médicos, advogados, agrônomos,

45 políticos, jornalistas, mestres-de-obras eram gente

46 vinda de fora, de outros estados. Mas amavam

47 estranhamente aquela terra venturosa e rica. Todos se

48 diziam “grapiúnas” e, quando estavam na Bahia, em

49 toda parte eram facilmente reconhecíveis pelo orgulho

50 com que falavam.

51 [...]

52 De todo o Norte do Brasil descia gente para essas

53 terras do sul da Bahia. A fama corria longe, diziam que

54 o dinheiro rodava na rua, que ninguém fazia caso em

55 Ilhéus, de prata de dois mil-réis. Os navios chegavam

56 entupidos de imigrantes, vinham aventureiros de toda

57 espécie, mulheres de toda idade, para quem Ilhéus era

58 a primeira ou a última esperança.

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Autor: Jorge Amado (adaptado).

Com relação ao número de fonemas de vocábulos do texto, assinale a alternativa INCORRETA.


A

entre (l.1) e todo (l.2) não possuem o mesmo número de fonemas.


B

vento (l.8) e amor (l.14) possuem o mesmo número de fonemas.


C

árvore (l.9) e nenhuma (l.10) possuem o mesmo número de fonemas.


D

influência (l.28) e definitivo (l.30) possuem respectivamente, 8 fonemas e 10 fonemas.


E

cacau (l.9) possui um fonema a mais que ferro (l.18).