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Leia o texto para responder às questões 1 e 2.
Quelemém é quem diz – se a gente torna a encarnar renovado, eu cismo até que inimigo de morte pode vir como filho do inimigo. Mire veja: se me digo, tem um sujeito Pedro Pindó, vizinho daqui mais seis léguas, homem de bem por tudo em tudo, ele e a mulher dele, sempre sidos bons, de bem. Eles têm um filho duns dez anos, chamado Valtei – nome moderno, é o que o povo daqui agora apreceia, o senhor sabe. Pois essezinho, essezim, desde que algum entendimento alumiou nele, feito mostrou o que é: pedido madrasto, azedo queimador, gostoso de ruim de dentro do fundo das espécies de sua natureza. Em qual que judia, ao devagar, de todo bicho ou criaçãozinha pequena que pega; uma vez, encontrou uma crioula bentabêbada dormindo, arranjou um caco de garrafa, lanhou em três pontos a popa da perna dela. O que esse menino babeja vendo, é sangrarem galinha ou esfaquear porco.
Adaptado de: ROSA, Guimarães. Grande Sertão:
Veredas. São Paulo: Nova Aguilar, 1994.
Assinale a alternativa CORRETA quanto ao estilo de escrita do texto.
Os erros de Português, como o uso de alumiou em vez de iluminou, desvalorizam o texto e fazem com que seja pouco consumido pela elite letrada do Brasil.
O texto transcreve variedades linguísticas de uma determinada região e/ou classe social, o uso dessas variedades agregam sentido e são importantes para entender quem são os narradores da história.
Houve falhas na revisão do texto, uma vez que várias palavras estão escritas de maneira equivocada, este tipo de erro desvaloriza a literatura brasileira.
O fato de o autor utilizar do verbo alumiar e outros erros de Português não foi intencional, portanto ele estaria demonstrando sua própria variedade linguística.