Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.
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Agricultura urbana: uma opção viável para nossas cidades?
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Romullo Baratto
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- Há alguns anos temos publicado artigos e notícias sobre o aumento das
- atividades ligadas à agricultura dentro dos centros urbanos. Agricultura urbana,
- como é chamada, vem sendo vista por algumas organizações e comunidades
- como uma alternativa sustentável que além de dar uso a porções de terra
- desocupadas, promove o engajamento social e reduz a distância da semente ao
- prato, já que os alimentos são produzidos na própria cidade, muitas vezes no
- próprio bairro ou quadra onde vive o consumidor.
- Bem intencionada, a ideia de produzir os alimentos em solo urbano já é
- realidade em muitas cidades do mundo. No Japão, por exemplo, devido à
- reduzida disponibilidade de solo, a cobertura de algumas estações de trem já vêm
- sendo usadas para cultivar frutas e hortaliças. Também no Japão, um edifício na
- capital Tóquio teve sua fachada transformada em uma fazenda vertical, de certa
- forma "criando" área cultivável com ocupação horizontal nula.
- Na América Latina Havana, em Cuba, é o principal exemplo de cidade
- onde a agricultura urbana vem sendo trabalhada. Uma das conquistas mais
- representativas da cidade na agricultura urbana é o desenvolvimento dos
- organopônicos, uma tecnologia desenvolvida em 1987 que permite cultivar
- vegetais na água, uma alternativa para locais pequenos e com solo que têm baixa
- qualidade, como as regiões em torno de estradas e terrenos muito inclinados.
- A produção de alimentos na cidade deve, no entanto, ser contextualizada e
- pensada a partir de uma perspectiva que reveja a relação cidade-campo. É
- interessante, sem dúvida, que uma atividade na cidade produza alimentos e, além
- disso, crie empregos e engaje a população, criando laços mais próximos entre os
- habitantes. Todavia, ainda parece distante uma realidade em que todo o alimento
- consumido em uma cidade seja produzido nela mesma -- ao menos dentro do
- atual sistema econômico que estabelece o valor do solo e onera sua
- subutilização. Parece não fazer sentido, por exemplo, criar uma horta comunitária
- em um terreno baldio que poderia ser usado para algum equipamento público que
- atenderia um número muito maior de pessoas.
- Ao menos se pensarmos em uma horta tradicional no nível do solo, porém,
- as iniciativas que vêm sendo implementadas em todo o mundo sugerem que se
- pode mesclar a agricultura urbana com outras estruturas (públicas e privadas),
- tornando, assim, o solo urbano ainda mais útil. (...).
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Disponível em https://www.archdaily.com.br/br/798597/agricultura-urbana-uma-opcao-viavel-para-nossas-cidades
Texto adaptado