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Nos últimos anos, houve uma mudança de perspectiva em relação ao tratamento dado às semelhanças e distinções entre fala e escrita, tendo em vista que seus usos, nas diferentes situações sociocomunicativas, passaram a representar o centro das relações entre ambas e não apenas o código linguístico.
(MARCUSCHI, L.A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. 10 ed. São Paulo: Cortez, 2010).
Considerando as relações entre oralidade e escrita, na visão de Marcuschi (2010), assinale a única alternativa correta:
A escrita pode ser tida como uma representação da fala, porque a primeira consegue reproduzir muitos dos fenômenos da oralidade, tais como a prosódia e o uso das interjeições.
A oralidade é mais importante que a escrita, pois todos os povos, sem distinção, têm ou tiveram uma tradição oral, mas relativamente poucos tiveram ou têm uma tradição escrita.
O homem, sob o ponto de vista mais central da realidade humana, pode ser definido como um ser que fala e não como um ser que escreve, o que nos leva a acreditar que a escrita é derivada e a fala é primária.
Oralidade e escrita permitem a construção de textos coesos e coerentes, ambas permitem a elaboração de raciocínios abstratos, com elementos formais e informais, mas somente a oralidade apresenta variações sociais e dialetais.
Oralidade e escrita são práticas e usos da língua com características próprias, mas não suficientemente opostas para caracterizar dois sistemas linguísticos nem uma dicotomia.