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TEXTO ICarta Nela [terra], até agora, não pudemos saber que...

____________________TEXTO III


____________________A Pátria


_________Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!

_________Criança! não verás nenhum país como este!

_________Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!

_________A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,

5________É um seio de mãe a transbordar carinhos.

_________Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,

_________Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!

_________Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!

_________Vê que grande extensão de matas, onde impera

10_______-Fecunda e luminosa, a eterna primavera!


_________Boa terra! jamais negou a quem trabalha

_________o pão que mata a fome, o teto que agasalha...


_________Quem com o seu suor a fecunda e umedece,

_________Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!


15______-_Criança! não verás país nenhum como este:

_________Imita na grandeza a terra em que nasceste!


_________(BILAC, Olavo. Poesias infantis. Rio de Janeiro, Minas, São

_________________Paulo: Francisco Alves & Cia,1904, p. 114-115.)

TEXTO I


Carta


Nela [terra], até agora, não pudemos saber que haja

ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem

lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim

frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho,

5 porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.

As águas são muitas; infindas. E em tal maneira é

graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo,

por bem das águas que tem.

Porém o melhor fruto, que nela se pode fazer, me

10 parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a

principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.

E que aí não houvesse mais que ter aqui esta

pousada para esta navegação de Calecute, bastaria.

Quando mais disposição para se nela cumprir e fazer o que

15 Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da

nossa santa fé.


(CAMINHA, Pero Vaz de. “Carta”. In: PEREIRA, Paulo Roberto Dias.

(Org.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil.

Rio de Janeiro: Lacerda Ed., 1999, p. 58.)



TEXTO II


Canção do exílio

(Gonçalves Dias)


Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

4 Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

8 Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

12 Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar – sozinho, à noite –

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

18 Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu’inda aviste as palmeiras,

24 Onde canta o Sabiá.


Coimbra, julho de 1843


(BARBOSA, Frederico (Org.). Clássicos da poesia brasileira –

antologia da poesia brasileira anterior ao Modernismo. São Paulo:

O Estado de São Paulo/Klick Editora, 1997, p. 66-67.)


Comparando os textos I, II e III, julgue como Verdadeira (V) ou Falsa (F) cada assertiva a seguir, considerando os recursos linguísticos empregados com a finalidade de demarcar no espaço a posição do emissor da mensagem.


( ) O advérbio “lá” (Texto I, 5 / Texto II, v. 4) indica que os locutores de ambos os textos estão no mesmo espaço geográfico.

( ) O advérbio “aqui” (Texto I, 12 / Texto II, v. 3 / Texto III, v. 4) refere-se ao mesmo espaço geográfico em todos os textos.

( ) O pronome demonstrativo “este” (Texto III, v.2) refere-se ao mesmo lugar que os advérbios “aqui” (Texto I, 12) e “lá” (Texto II, v.4).


A partir da análise das afirmativas, é correto concluir que


A

todas estão corretas.


B

todas estão incorretas.


C

apenas uma está correta.


D

apenas duas estão corretas.