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“Um telefonema que o deixou com uma dúvida que parecia inexplicável. Por que tal respos...

“Um telefonema que o deixou com uma dúvida que parecia inexplicável. Por que tal resposta que, para ele, era uma pergunta óbvia? Tudo por causa de um diálogo.


− Quem está falando?

− Sou eu, Seu Antônio.

− Tudo bem aí no sítio, Tonico?

− Mais ou menos, Seu Antônio. Um pobreminha um pouco grave.

− PROBLEMINHA um pouco grave? O que foi? Com meu pai?

− É... não... é... não...

− Espera aí, é ou não é? Não entendi.

− Bem. Sabe aquela cadeira que o sinhô tanto gosta, que foi da sua bisavó?

− Sei sim. O que tem ela? E o meu pai?

− É que ele sentou nela.

− E o que tem ele sentar nela?

− Ele sentou na cadeira e quebrou o braço.

− Nosso Deus! E como está? Levou ao hospital? Ele está bem? Teve que engessar?

− Não. O Marceneiro só bateu uns pregos e parece que já está tudo bem.

− Marceneiro? Prego? Vocês crucificaram meu pai?

− Não. Só consertamos o braço. Por quê? É para crucificar seu pai?


(MENDONÇA, Tulius)


Após a leitura do texto acima, o que provoca o efeito de sentido e humor no texto:


A

A ambiguidade causada devido o duplo sentido da palavra “braço” no texto.


B

A linguagem bem regional do caseiro do sítio empregando palavras de forma inadequada como a palavra “pobreminha”


C

A dúvida que fica subentendida sobre se o acidente ocorrido com o pai de Antônio tenha sido realmente um acidente.


D

O fato de Tonico ter levado o pai de Antônio a um marceneiro em vez de levá-lo a um hospital.