Imagem de fundo

É o tema do texto:

A liberdade para brincar com estereótipos de todo o tipo é marca indissociável do carnaval pernambucano. Entre confetes e serpentinas (ou entre jatos de água e espuma, para soar mais contemporâneo), a ordem é, digamos, subverter a ordem. O clima de algazarra foliã está expresso nos estandartes, nas fantasias, nas brincadeiras carnavalescas. Não raro, no entanto, a jocosidade extrapola limites e descamba para o desrespeito, a intolerância e o preconceito.

Os principais alvos das atitudes de mau gosto, maliciosas (ou até mesmo inocentes, mas ainda assim reprováveis pela carga negativa) são aquelas pessoas já calejadas, pois sofrem desses mesmos estigmas em outras épocas do ano. A própria natureza do carnaval, por seu caráter “profano”, é um catalisador da objetificação do corpo feminino, do machismo e de comportamentos agressivos.

Se aos olhos do turista o carnaval pernambucano encanta justamente por ser inclusivo, sem a rigorosidade dos cordões de isolamento e abadás baianos (por ora, vamos ignorar os gigantescos camarotes reservados aos mais abonados), enganase quem acredita na convivência pacífica e respeitosa com homossexuais, pessoas com deficiência, obesas, pobres, negras.

Para a socióloga Sílvia Camurça, militante do Instituto Feminista para a Democracia e do Fórum de Mulheres de Pernambuco, os nomes de blocos e as letras das músicas, por exemplo, expressam o que está na cultura, na crença da população em geral e, por isso, possibilita fazer uma leitura do cotidiano. “Todo o machismo e preconceito vai estar expresso durante o carnaval, assim como o que houver de repúdio a esses comportamentos também vai aparecer. Afinal, todo ano surgem novas troças que fazem críticas sociais e políticas”.

-

(http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2016/01/31/internas_viver,624452/carnaval-2016-quando-a-foliaconfunde-brincadeira-e-liberdade-com-pre.shtml)

É o tema do texto:


A

A linha tênue entre a brincadeira e a discriminação durante o carnaval.


B

O machismo e o preconceito que todos os blocos revelam contra as minorias no carnaval.


C

O surgimento do preconceito no Brasil devido às brincadeiras no carnaval pernambucano.


D

A diferença entre o carnaval da Bahia e o de Pernambuco.


E

A visão deturpada que o turista tem do carnaval de Pernambuco.