Imagem de fundo

No contexto em que aparecem, as orações para subir as...

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 7, baseie-se no texto abaixo.


O rio de minha terra é um deus estranho.

Ele tem braços, dentes, corpo, coração,

muitas vezes homicida,

foi ele quem levou o meu irmão.


É muito calmo o rio de minha terra.


Suas águas são feitas de argila e de mistérios.

Nas solidões das noites enluaradas

a maldição de Crispim desce

sobre as águas encrespadas.


O rio de minha terra é um deus estranho.


Um dia ele deixou o monótono caminhar de corpo mole

para subir as poucas rampas do seu cais.

Foi conhecendo o movimento da cidade,

a pobreza residente nas taperas marginais.


Pois tão irado e tão potente fez-se o rio

que todo um povo se juntou para enfrentá-lo.

Mas ele prosseguiu indiferente,

carregando no seu dorso bois e gente,

até roçados de arroz e de feijão.


Na sua obstinada e galopante caminhada,

destruiu paredes, casas, barricadas,

deixando no percurso mágoa e dor.


Depois subiu os degraus da igreja santa

e postou-se horas sob os pés do Criador.


E desceu devagarinho, até deitar-se

novamente no seu leito.


Mas toda noite o seu olhar de rio

fica boiando sob as luzes da cidade.


(Adaptado de: MORAES, Herculano. O rio da minha

terra. Disponível em: https://www.escritas.org)

No contexto em que aparecem, as orações para subir as poucas rampas do seu cais e que todo um povo se juntou para enfrentá-lo transmitem, respectivamente, ideias de:


A

causa e explicação.


B

finalidade e consequência.


C

condição e concessão.


D

proporcionalidade e conformidade.


E

temporalidade e comparação.