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Leia o texto para responder às questões de números 39 a 44.
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Havia baile em São Clemente
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Aurélia ali estava como sempre, deslumbrante de formosura, de espírito e de luxo. Seu trajo era um primor de elegância; suas joias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso. O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor.
O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. Semelhante às flores tropicais, filhas do sol, que ostentam o brilhante matiz nas horas mais ardentes do dia, era justamente nesse pélago de luz e paixões, que Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza.
Seixas a contemplava de parte.
As outras moças, de meia-noite em diante, começavam a fanar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto. O talhe denunciava o excesso da fadiga na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto.
Aurélia, ao contrário, à medida que se adiantava a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça. A correção artística de seu trajo ia desaparecendo no bulício do baile. Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques.
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(José de Alencar, Senhora)
Com a leitura, conclui-se que se trata de um texto predominantemente
descritivo, no qual se exalta a beleza e a graça características de Aurélia.
descritivo, no qual se ressalta a sobreposição da riqueza à beleza de Aurélia.
narrativo, no qual se relata a relação amorosa secreta entre Aurélia e Seixas.
dissertativo, no qual se analisa a diferença entre a beleza e a riqueza de Aurélia.
narrativo, no qual se conta a desventura de Aurélia e suas amigas no baile.