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É exemplo de uso denotativo da linguagem:

Leia o texto a seguir para responder às questões de 7 a 10.


1---------------A 8 de dezembro de 1822, num solene Te Deum celebrado no Recife, o frade carmelita Joaquim do

2------Amor Divino Caneca, participante da revolta de 1817 e ativista liberal em Pernambuco, pronunciou discurso

3------de homenagem à Independência e ao imperador. Estas foram suas palavras: “Debaixo deste império

4------constitucional que abate o despotismo, ruína das ciências, das artes, dos costumes, da razão e da

5------liberdade, veremos o gênio brasileiro apresentar prodígios” – bradou do alto do púlpito da matriz do Corpo

6------Santo.

7---------------Passado um ano, no lançamento de seu jornal Typhis Pernambucano, a 25 de dezembro de 1823, o

8------brado de frei Caneca era outro: “Acorda, Pernambuco, do sono profundo e letárgico em que jazes! Atenta

9------aos verdadeiros interesses, vê o perigo, olha o medonho nevoeiro que se levanta do Sul e que vai se

10-----desfechar em desastrosa tempestade”. Seis meses depois, o frade e muitos outros pernambucanos

11------estavam em armas contra o Império.

12--------------Pernambuco já havia curado as feridas provocadas pela repressão da tentativa revolucionária de

13-----1817. Na sua tradição antilusitana e anticolonialista antecipara-se à emancipação brasileira, expulsando o

14-----governador português e elegendo uma junta governativa “democrática e independente” em 1821.

É exemplo de uso denotativo da linguagem:


A

“O frade carmelita Joaquim do Amor Divino Caneca [...] pronunciou discurso de homenagem à Independência e ao imperador” (linhas 1-3).


B

“Acorda, Pernambuco, do sono profundo e letárgico em que jazes!” (linha 8).


C

“[...] olha o medonho nevoeiro que se levanta do Sul e que vai se desfechar em desastrosa tempestade” (linhas 9-10).


D

“Pernambuco já havia curado as feridas provocadas pela repressão da tentativa revolucionária de 1817” (linhas 12-13).