Imagem de fundo

Um dos mais icônicos poemas do Arcadismo brasileiro...

Texto para as questões 28 e 29.


Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

que viva de guardar alheio gado,

de tosco trato, de expressões grosseiro,

dos frios gelos e dos sóis queimado.

Tenho próprio casal e nele assisto;

dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

das brancas ovelhinhas tiro o leite,

e mais as finas lãs, de que me visto.

Graças, Marília bela.

graças à minha Estrela!


Eu vi o meu semblante numa fonte:

dos anos inda não está cortado;

os Pastores que habitam este monte

respeitam o poder do meu cajado.

Com tal destreza toco a sanfoninha,

que inveja até me tem o próprio Alceste:

ao som dela concerto a voz celeste

nem canto letra, que não seja minha.

Graças, Marília bela.

graças à minha Estrela!


Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu.

Um dos mais icônicos poemas do Arcadismo brasileiro, Marília de Dirceu encerra as características mais típicas do movimento. No texto apresentado, o eu lírico,


A

ao mencionar Alceste, rejeita a tradição clássica, porque procura se desassociar de uma personagem grega.


B

dentro do bucolismo, valoriza o fato de ser rico, poderoso e jovem.


C

em oposição ao Barroco, atribui a Deus a causa das maravilhas em sua vida.


D

em relação ao amor, vivencia uma tragédia amorosa de cunho pré-romântico.