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No verso “que inveja até me tem o próprio Alceste:”, o...

Texto para as questões 28 e 29.


Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

que viva de guardar alheio gado,

de tosco trato, de expressões grosseiro,

dos frios gelos e dos sóis queimado.

Tenho próprio casal e nele assisto;

dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

das brancas ovelhinhas tiro o leite,

e mais as finas lãs, de que me visto.

Graças, Marília bela.

graças à minha Estrela!


Eu vi o meu semblante numa fonte:

dos anos inda não está cortado;

os Pastores que habitam este monte

respeitam o poder do meu cajado.

Com tal destreza toco a sanfoninha,

que inveja até me tem o próprio Alceste:

ao som dela concerto a voz celeste

nem canto letra, que não seja minha.

Graças, Marília bela.

graças à minha Estrela!


Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu.

No verso “que inveja até me tem o próprio Alceste:”, o pronome oblíquo funciona, sintaticamente, como


A

sujeito da forma verbal “tem”.


B

objeto direto, pois complementa o verbo “ter”, indicando o limite da ação verbal.


C

complemento nominal, pois está relacionado com o termo “inveja”, delimitando o alvo da ação subentendida.


D

adjunto adnominal, pois cria uma relação de posse, significando o mesmo que minha, nesse contexto.