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Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 8.
Uma análise do impacto econômico da obesidade em 161 países projeta que, mantidas as tendências atuais, em 2060 o Brasil será a sétima economia do mundo com maiores gastos relacionados a este problema. Segundo as projeções, divulgadas em um estudo publicado nesta semana numa revista científica americana, o percentual de pessoas obesas ou com sobrepeso no Brasil deverá chegar a 88,1% em 2060, resultando em um impacto econômico de US$ 218,2 bilhões (cerca de R$ 1,3 trilhão). A estimativa dos pesquisadores é de que esse montante representará 4,66% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2060, o 48º maior percentual entre os países analisados.
O cálculo leva em conta tanto gastos médicos diretos quanto os resultantes do processo de buscar cuidados de saúde, como o custo de viagens para pacientes e acompanhantes. Também inclui perdas econômicas resultantes de mortes prematuras, dias de trabalho perdidos e queda de produtividade devido a problemas de saúde relacionados ao excesso de peso. Os pesquisadores lembram que o excesso de peso está ligado a maior risco de doenças como câncer, problemas cardiovasculares e diabetes. Afirmam ainda que a pandemia de covid-19 demonstrou que pessoas com sobrepeso ou obesidade também correm o risco de desenvolver formas mais graves de doenças infecciosas.
Segundo Adeyemi Okunogbe, especialista em sistemas de saúde da organização sem fins lucrativos RTI e um dos autores do estudo, muitas vezes existe uma ideia equivocada de que a obesidade é um desafio de saúde pública exclusivo de países de alta renda. O pesquisador salienta que, entre 2019 e 2060, o impacto econômico da obesidade e sobrepeso deverá aumentar mais nos países de média e baixa renda do que nas economias avançadas. "Mesmo que em países de alta renda, vemos o impacto concentrado em lares mais pobres e comunidades vulneráveis", ressalta. "Dietas saudáveis são caras. Opções que não são saudáveis (como alimentos ultraprocessados) são (muitas vezes) mais acessíveis aos pobres".
Estudos anteriores indicam que muitos países de média e baixa renda enfrentam altos níveis de obesidade e de subnutrição ao mesmo tempo. No Brasil, o crescimento nos índices de obesidade é registrado ao mesmo tempo em que há um aumento da fome. Segundo levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), o número de brasileiros que passam fome saltou de 19,1 milhões em 2020 para 33,1 milhões neste ano.
(BBC News Brasil, 23.09.2022. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão 4.
“O cálculo leva em conta ‘tanto’ gastos médicos diretos ‘quanto’ os resultantes do processo de buscar cuidados de saúde, como o custo de viagens para pacientes e acompanhantes”.
É correto afirmar que as palavras acima destacadas apresentam, quanto à ideia trazida pelo texto, uma relação de
superioridade.
inferioridade.
igualdade.
oposição.