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Qual dos textos a seguir possui uma relação intertextual...

Qual dos textos a seguir possui uma relação intertextual com a discussão social que se encontra Implícita no discurso da personagem da história em quadrinhos:


A

(Misto-quente, Charles Bukowskl, 1982)


O que pode ser pior do que crescer nos Estados Unidos da recessão pós-1929? Ser pobre, de origem alemã, ter muitas espinhas, um pai autoritário beirando a psicopatia, uma mãe passiva e Ignorante, nenhuma namorada e, pela frente, apenas à perspectiva de servir de mão-de-obra barata em um mundo cada vez menos propício às pessoas sensíveis e problemáticas. Esta é a história de Henry Chinaskl, o protagonista deste romance que é sem dúvida uma das obras mais comoventes e mais lidas de Charles Bukowskl (1920- 1994).

Verdadeiro romance de formação com toques autobiográficos, Misto-quente (publicado original mente em 1982) cativa o leitor pela sinceridade e aparente simplicidade com que a história é contada. Estão presentes a ânsia pela dignidade, a busca vã pela verdade e pela liberdade, trabalhadas de tal forma que fazem deste livro um dos melhores romances norte-americanos da segunda metade do século 20. Apesar de ser o quarto romance dos seis que o autor escreveu e de ter sido lançado quando ele já contava mais de sessenta anos, Misto-quente ilumina toda a obra de Bukowskl.

Pode-se dizer: quem não leu Misto-quente, não leu Bukowski.


B

(Clube da Luta, Chuck Palahnluk, 1996)


O livro conto o história de um homem com problemas de insônia e extremamente materialista. Para que sua vida tenha mais sentido, o narrador dessa história vai a grupos de ajuda a pessoas com câncer e outros doenças, lá ele esvazia sua dor interior, chora e finalmente consegue dormir. No meio da história surge Maria Singer, que também passa a frequentar todos os grupos que o narrador vai, e assim como ele, Maria não tem doença alguma. A presença de mulher perturba o narrador, ele não consegue mais chorar e se sentir bem nos grupos de apoios com ela o observando, assim sua insônia volta. O narrador e Maria se entendem, eles passam a dividir os grupos de apoio paro que um não atrapalhe mais o outro. Nesse meio tempo conhece Tyler Durden, um homem completamente insano. Após a explosão do apartamento do narrador, ele procura Tyler e os dois vão paro a um bar, depois de sofrem do bar Tyler pede que o narrador lhe dê um soco, pois nunca havia brigada antes. A partir dessa ideia surge o Clube da Luta, cuja finalidade era colocar dois homens para lutar e extravasar sua raiva e seus problemas, isso ajuda muito o narrador e ele passa a não ir aos encontros do grupo de apoio. Mas o Clube da Luta se torno algo incontrolável, uma gangue cuja objetivo é espalhar o coas e o anarquia. O narrador tem que descobrir como acabar com o clube, mas acaba fazendo uma descoberta que mudará completamente o seu plano.


C

(O Aleph, Jorge Luis Borges, 1949)


Publicado em 1949, O aleph é considerado pela crítica um dos pontos culminantes da ficção de Borges. Em sua maioria, "as peças deste livro correspondem ao gênero fantástico" , esclarece o autor no epílogo da obra. Nelas, ele exerce seu modo característico de manipular a "real idade": as coisas da vida real deslizam para contextos incomuns e ganham significados extraordinários, ao mesmo tempo que fenômenos bizarros se Introduzem em cenários prosaicos.

Os recorrentes motivos borgeanos do tempo, do infinito, da imortalidade e da perplexidade metafísica jamais se perdem na pura abstração, ao contrário, ganham carnadura concreta nas tramas, nas imagens, na sintaxe, que também são capazes de resgatar uma profunda sondagem do processo histórico argentino, O livro se abre com “O imortal”, em que temos a típica descoberta de um manuscrito que relatará as agruras da imortalidade, E se fecha com “O aleph”, para o qual Borges deu a seguinte “explicação” em 1970: “O que a eternidade é para o tempo, o aleph é para o espaço”, Como o narrador e o leitor vão descobrir, descrever essa ideia em termos convencionais é uma tarefa desafiadoramente impossível.


D

(Feliz Ano Velho, Marcelo Rubens Paiva, 1982)


Feliz ano velho é o primeiro livro de Marcelo Rubens Paiva, Aos vinte anos, ele sobe em uma pedra e mergulha numa lagoa Imitando o Tio Patinhas, A lagoa é rasa, ele esmigalha uma vértebra e perde os movimentos do corpo, Escrito com sentido de urgência, o livra

relata às mudanças Irreversíveis na vida do garoto a parti do acidente, Ele é transferido de um hospital à outro, enfrenta médicos reticentes, luta para conquistar pequenas reações do corpo. Aos poucos, se dá conta de sua nova realidade, Irreversível. E entende que é preciso lutar. O texto expressa a Irreverência e a determinação da Juventude, mesmo na adversidade, e a compreensão precoce “de que o futuro é uma quantidade Infinita de Incertezas”.