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“O período histórico em questão é de revolução: na América e na França, os velhos regimes coloniais ou feudais são derrubados pela insurreição da classe média, enquanto a Inglaterra chega a seu ponto de transformação econômica, provavelmente graças aos enormes lucros colhidos com o comércio de escravos no séc. XVIII e ao controle imperial dos mares, para vir a tornar-se a primeira nação capitalista industrial do mundo. Mas as esperanças visionárias e as energias dinâmicas liberadas por essas revoluções, energias estas vitais aos escritos românticos, entram em uma contradição potencialmente trágica com as duras realidades dos novos regimes burgueses. Na Inglaterra, um utilitarismo grosseiramente filisteu passa rapidamente a ser a ideologia predominante da classe média industrial, que toma como fetiche o fato, reduz as relações humanas a trocas de mercado e rejeita a arte como ornamento pouco lucrativo. A cruel disciplina do início do capitalismo industrial deslocou comunidades inteiras, transformou a vida humana numa escravidão assalariada, impôs um processo de trabalho alienante à recém-formada classe operária, e não aceitou nada que, no mercado aberto, não pudesse ser transformado em mercadoria. Quando a classe operária responde com um protesto militante a essa opressão, e quando as lembranças perturbadoras da revolução além do canal da Mancha ainda perseguem seus governantes, o Estado inglês reage com uma repressão política brutal, que transforma a Inglaterra, durante parte do período romântico, num Estado que é, de fato, um estado de sítio.”
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(EAGLETON, Terry. Teoria da literatura: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 2003. Pp. 25-26.)
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Considerando as afirmações de Terry Eagleton e os seus conhecimentos sobre a literatura, marque a alternativa correta.
A literatura romântica propõe o uso da criação imaginativa como uma imagem do trabalho não-alienado, constituindo-se em contraponto ao utilitarismo capitalista.
A literatura romântica propõe o abandono da invenção que, ao produzir histórias falsas, aliena o trabalhador, reduzindo seu papel na construção da sociedade.
A literatura romântica propõe o uso da criação imaginativa como forma de educar o trabalhador, a fim de que ele produza cada vez mais e enriqueça o sistema capitalista.
A literatura romântica propõe o abandono da invenção como forma de educar o trabalhador, a fim de que ele se concentre na nobreza do trabalho exaustivo e assalariado.
A literatura romântica propõe a criação de histórias a partir das experiências do trabalho industrial, a fim de contribuir para o desenvolvimento capitalista.