“O problema das origens da nossa literatura não pode formular-se em termos de Europa, onde foi a maturação das grandes nações modernas que condicionou toda a história cultural, mas nos mesmos termos das outras literaturas americanas, isto é, a partir da afirmação de um complexo colonial de vida e de pensamento.
A colônia é, de início, o objeto de uma cultura, o “outro” em relação à metrópole: em nosso caso, foi a terra a ser ocupada, o pau-brasil a ser explorado, a cana-de-açúcar a ser cultivada, o ouro a ser extraído; numa palavra, a matéria-prima a ser carreada para o mercado externo.”
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(BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1999. P. 11)
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A partir dos seus conhecimentos sobre a literatura brasileira e considerando as afirmações de Bosi, é correto afirmar:
A Carta, de Caminha, tem papel decisivo na constituição da literatura brasileira, servindo de modelo aos escritores coloniais.
Os índios possuíam cultura oral rica, que foi registrada pelos jesuítas e passou a integrar o cânone da nossa literatura.
Os primeiros escritos são informações que viajantes e missionários europeus colheram sobre a natureza e o homem brasileiro.
A literatura de informação se concentrou na busca de recursos minerais que pudessem enriquecer os colonizadores.
Os primeiros navegantes trouxeram algumas obras literárias portuguesas, que ajudaram a constituir a nossa herança literária colonial.