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No verso 11, o termo “desobjeto”, usado para atender...

Leia o texto a seguir para responder às questões de 13 a 15.

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Desobjetos

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01--O menino que era esquerdo viu no meio do quintal um pente.

02--O pente estava próximo de não ser mais um pente. Estaria mais perto

03--de ser uma folha dentada. Dentada um tanto que já se havia incluído

04--no chão que nem uma pedra um caramujo um sapo. Era alguma coisa

05--nova o pente. O chão teria comido logo um pouco de seus dentes.

06--Camadas de areia e formigas roeram seu organismo. Se é que um pente

07--tem organismo.

08--O fato é que o pente estava sem costela. Não se poderia mais dizer se

09--aquela coisa fora um pente ou um leque. As cores a chifre de que fora

10--feito o pente deram lugar a um esverdeado musgo. Acho que os bichos

11--do lugar mijavam muito naquele desobjeto. O fato é que o pente

12--perdera sua personalidade. Estava encostado às raízes de uma árvore e

13--não servia mais nem pra pentear macaco. O menino que era esquerdo

14--e tinha cacoete pra poeta, justamente ele enxergara o pente naquele

15--estado terminal. E o menino deu pra imaginar que o pente, naquele

16--estado, já estaria incorporado à natureza como um rio, um osso, um

17--lagarto. Eu acho que as árvores colaboravam na solidão daquele pente.

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BARROS, Manoel de. Memórias inventadas. São Paulo: Planeta do Brasil, 2008. p. 27.

No verso 11, o termo “desobjeto”, usado para atender necessidades poéticas e semânticas, é um exemplo de


A

neologismo


B

estrangeirismo


C

expressão coloquial


D

vocabulário científico


E

nomenclatura erudita