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O texto a seguir refere-se às questões 1 a 6.
CRÔNICA DO COTIDIANO – CEGUEIRA DAS CORES
Auridan Dantas
Sorte ou falta de sorte? Sei lá. Acromatopsia? Você sabe o que é? Popularmente é conhecida como a cegueira das cores. Cientificamente é um problema de num sei que lá, num sei que lá, num sei que lá, bem invocado. E, didaticamente, é uma situação em que o sujeito não identifica determinadas cores, em especial as cores pardas.
Esse troço só acomete 7% da população masculina mundial. E adivinhe quem foi “premiado” com isso? O leso aqui. Um mundo tão grande, com tanta gente, e essa porcaria vir me achar aqui em Natal.
E é por isso que faço parte da história da educação mundial, pois sou o único cidadão do mundo que repetiu o jardim de infância. Isso mesmo, repeti o jardim de infância. Fico pensando naquelas coleções de lápis coloridos em cima da mesa (que têm umas 200 cores), a professora me mandando usar a cor verde, e eu tateando todos os lápis, e pegando exatamente os que não eram verdes. Castigo na certa.
Adaptado de: ARAÚJO, A. D.; DUMARESQ, M. A. M. C. Crônicas do cotidiano: as sagas de um beradeiro e uma enfermeira. Natal: IFRN, 2014. Acesso em: 14 out. 2022.
Sobre os mecanismos de coesão empregados no texto, assinale a alternativa correta.
A expressão “Esse troço”, no segundo parágrafo, refere-se ao termo “sorte”.
O termo “pois”, no terceiro parágrafo, atua na coesão referencial do texto, retomando uma informação que já foi mencionada no texto.
Em “(que têm umas 200 cores)”, no terceiro parágrafo, o item destacado retoma a palavra “mesa”.
Em “[...] os que não eram verdes.”, no terceiro parágrafo, há a elipse do termo “lápis”.
Em “Sei lá.”, no primeiro parágrafo, o item em destaque retoma um lugar que será mencionado no texto.